Sou BH entrevistou os 11 postulantes ao cargo de Prefeito de BH
No dia 2 de outubro, a população de Belo Horizonte vai às
urnas para escolher o próximo prefeito da capital mineira. Onze candidatos
estão na disputa em primeiro turno. Para auxiliar o belo-horizontino a decidir
seu voto, o Sou BH preparou uma série de entrevistas com os 11 postulantes à
vaga na Prefeitura.
Durante seis dias, vamos questionar os candidatos sobre
temas que envolvem as áreas de cultural, entretenimento e turismo da cidade. A
disposição das respostas é por ordem alfabética.
Hoje, queremos saber dos candidatos quais são os planos para
incentivar os eventos e ações culturais na capital.
Confira abaixo as respostas!
Sou BH: Qual será
a postura do candidato em relação à cultura na capital?
Délio Malheiros
(PSD): Dentre as propostas
estão:
– Manter os festivais
e eventos já consolidados, como o Carnaval, o Arraial de Belô, a Virada
Cultural, o Festival Internacional de Teatro (FIT), o Festival de Arte Negra
(FAN), o Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), e conferir-lhes o caráter
de produtos turísticos de relevância e incentivar a realização de novos.
– Priorizar a análise
de processos e demandas relacionados à realização de eventos privados da área
cultural em espaços públicos
– Avançar com os
projetos culturais existentes, de forma a levar atividades culturais gratuitas
a todos os cantos da cidade.
– Priorizar a análise
de processos e demandas relacionados à realização em espaços públicos de
eventos privados da área cultural.
– Incentivar o hábito
de leitura, por meio das bibliotecas públicas municipais e comunitárias.
– Manter e ampliar o
Projeto Arte na Escola, em parceria com a Educação, projeto que visa levar
espetáculos de arte, dança, música, contação de histórias, às escolas da Rede
Municipal de Educação.
– Incentivar, cada vez
mais, a apropriação, pelo cidadão, dos espaços públicos (praças e parques) como
espaços de lazer, de convivência e de realização de atividades culturais.
– Ampliar o
reconhecimento do “saber e fazer tradicional”, mediante os estudos para
salvaguarda do patrimônio imaterial e da promoção de encontros e ações com
mestres e mestras da cultura popular e tradicional, e dos povos indígenas,
ciganos e de terreiro.
– Incentivar a
realização de produções de audiovisual na cidade.
– Manter os Centros
Culturais em condições adequadas para funcionamento.
Eros Biondini
(PROS): Nosso Programa propõe a
valorização da riqueza cultural de Belo Horizonte como meio para o
desenvolvimento humano, social e econômico, com enfoque na otimização do
aproveitamento dos equipamentos e espaços públicos; na ampliação e
descentralização territorial da carteira de projetos culturais e do calendário
de eventos; do estímulo aos jovens artistas e às manifestações culturais
populares; do fortalecimento do turismo cultural e da democratização e
desburocratização do acesso às fontes de financiamento.
Teremos propostas
importantes como:
– Implantar o Programa
Arte Jovem no Centro de Referência da Juventude e nos centros culturais
regionais, com enfoque na disponibilização de espaço para apresentações, na
organização de calendário e no estímulo à produção dos novos artistas.
– Criar o Centro de
Tradições Mineiras (CTM), espaço para a recepção de turistas e visitantes
locais, reunindo gastronomia, música, dança, artes plásticas, audiovisuais e
outras manifestações artísticas das diversas regiões do estado, proporcionando
ao turista conhecer Minas ainda em Belo Horizonte.
– Implantar o Programa
BH Todo Dia, um conjunto de ações para ligar a Cultura e o Turismo,
incentivando a apresentação diária dos artistas, divulgado por meio de um guia
informativo sobre os eventos, locais, dentre outros.
João Leite (PSDB):
A prefeitura será uma grande parceira
de quem movimenta a cultura em BH. Vamos construir pontes entre artistas,
grupos e movimentos culturais e os parceiros privados para buscar mais
investimentos para a cultura belo-horizontina. Esse é o nosso compromisso,
previsto nas diretrizes de nosso Plano de Governo.
Vamos criar o
Observatório da Cultura para acompanhar os projetos desenvolvidos e dirimir
necessidades e demandas por meio de apoio institucional. E teremos também um
Fórum Permanente de Cultura para garantir condições de desenvolvimento de ações
culturais, como o carnaval, festivais culturais, virada cultural e outros.
Outra ação prevista é
a Colmeia da Economia Criativa, que reunirá as áreas de cultura e
desenvolvimento social. A Colmeia será um centro de formação e desenvolvimento
de áreas como empreendedorismo cultural, moda, gastronomia, tecnologia da
informação, entre outros. Vamos produzir em BH os futuros talentos criativos,
sobretudo entre os jovens de vilas e favelas.
A criação do Prêmio BH
de Cultura, com premiação de artistas de música, dança, teatro, literatura e
artes plásticas, é outro compromisso. E teremos mostras para que a população
participe da escolha dos premiados.
Entre as ações
previstas em nosso Plano de Governo está também o estrito cumprimento das exigências
feitas pela Unesco para mantermos o título de Patrimônio Cultural da Humanidade
para o Conjunto Arquitetônico da Pampulha. E vamos também criar medidas para
incentivar a preservação de imóveis tombados.
Kalil (PHS):
A Fundação Municipal de Cultura é muito
bem dirigida, pelo o que eu soube. Nós temos sentado com o pessoal da cultura
para ver as principais demandas do setor. Há aquele velho pleito da Secretaria
de Cultura e eu não vejo o menor problema em criar, em tornar a fundação um
órgão subordinado à Secretaria Municipal e atender as demandas, que não são
muitas. A Fundação é importante porque ela reduz a burocracia para viabilizar
incentivos a novos projetos, principalmente, aqueles pequenos.
Luis Tibé (PT do
B): A Cultura está no DNA de BH,
o mineiro é reconhecido nacionalmente pela sua virtuosidade na arte, na música,
na literatura, no teatro… o que nós precisamos é criar condições e incentivar
para que isso seja potencializado na nossa cidade. É necessário desburocratizar
o processo de licenciamento e simplificar a comunicação com o poder público
para que os movimentos culturais se tornem cada vez mais sustentáveis, além de
torná-la acessível a todas as classes. Por isso, vou reduzir o ISS para eventos
culturais de 5% para 2%.
Também vamos articular
as políticas educacionais com as políticas sociais, culturais, esportivas,
possibilitando a ampliação das atividades do Escola Aberta e do Férias na
Escola, através da formação de capacitação dos monitores e vamos potencializar
as atividades de economia criativa, estabelecendo o relacionamento com escolas
de negócios, design, arquitetura, moda, jóias e bijuterias, gastronomia e
produção visual, resgatando nossos talentos e manifestações culturais que geram
renda pro cidadão de
BH, como os nossos artesãos
locais. A Cultura é a alma da cidade e é por meio dela que vamos resgatar o
nosso orgulho por BH.
Marcelo Álvaro
Antônio (PR): Atualmente, os
eventos culturais proporcionados pela PBH ficam restritos à região Centro-Sul.
É preciso ampliar a quantidade de eventos e descentralizar as atividades
culturais, levando para a periferia mais cultura e estimulando artistas e
expressões que nela vivem.
Maria da
Consolação (PSOL): Vamos fazer
uma BH com dignidade e diversidade. Uma cidade democrática, criativa, tranquila
e das pessoas. Recriar a Secretaria Municipal da Cultura e ampliar os recursos
para fortalecer a produção cultural. Promover iniciativas de formação e
colaboração entre artistas. Vamos além. A cultura é o centro das nossas
políticas para construir um modo novo de viver sem violência doméstica, sem
preconceitos, sem violência contra a diversidade. A nossa revolução na cidade
começa pela cultura. Será uma nova vida em BH.
Reginaldo Lopes
(PT): O candidato não respondeu
no prazo solicitado.
Rodrigo Pacheco
(PMDB): Uma cidade para todos se
faz a partir do acesso à cultura. É importante pactuar com a cidade um modelo
de gestão que vise a apropriação do espaço público como ruas, parques e praças
para assegurar à população o uso destes espaços para atividades culturais. Que
além de proporcionarem lazer, podem ter como “efeito colateral” a redução dos
índices de violência na capital. Vale lembrar: espaço urbano ocupado por
cidadão afugenta o bandido. Uma cidade para todos deve, ainda, garantir aos
moradores de vilas e favelas a redução das desigualdades em todas as suas
dimensões, inclusive no acesso à renda, à cultura e lazer, a oportunidades, ao
desenvolvimento pessoal, imprescindíveis no processo de inclusão. Nossa Cidade
Integrada tem como premissa a socialização.
Sargento Rodrigues
(PDT): Nossa principal proposta
para a cultura é um orçamento 100% participativo. Os produtores culturais
locais, mais do que ninguém sabem e poderão decidir o destino dos recursos
dessa área de maneira aberta e democrática.
Vanessa Portugal
(PSTU): Criação da secretaria
municipal de cultura, destinação de percentual do orçamento para a área,
criação de conselhos de cultura amplos e deliberativos, garantindo a
representação popular de todas as regiões. A prefeitura deve ser financiadora
de produções culturais regionais e reacender o espírito dos festivais que são
interações culturais fundamentais para o avanço de um povo. O “fazer” cultural
deve ser cotidiano e acessível a toda a cidade. Utilizando os espaços públicos
como as praças e centros culturais absolutamente subutilizados.