Documentos passaram por um intenso processo de recuperação e estão disponíveis para consulta no Arquivo Público de BH
Através do programa “Adote um Bem Cultural” a
Prefeitura de Belo Horizonte e o Instituto Flávio Gutierrez recuperaram cerca
de 21 livros com importantes informações sobre a construção da capital, fundada
no final do século 19.
O investimento custou R$ 350 mil e o trabalho dos restauradores
profissionais teve auxílio dos aprendizes do projeto Valor Social, do Museu de Artes e Ofícios, que desde 2008 forma jovens carentes para o trabalho de
restauração do patrimônio histórico em Minas Gerais. Os documentos passaram por
um intenso processo de recuperação que eliminou manchas, oxidação de papéis,
furos, rasgos e reforço de costuras.
Disponíveis para consulta no Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte (APCBH), eles estão divididos em quatro módulos: Livros de
Registro de Sepultamento, Livros de Protocolos de Processos, Livro de
Arrecadação de Rendas Patrimoniais e Livro de Divisão de Patrimônio. Cada
publicação tem, em média, 500 páginas.
De acordo com o presidente da Fundação de Parques Municipais
(FPM), Hugo Vilaça, a recuperação e a publicação desses livros refletem a
história da cidade e do Cemitério do Bonfim, inaugurado dez meses antes da
oficialização da capital, em 1897, e que recebeu os primeiros falecidos de Belo
Horizonte. “Além de informações pessoais como nome, idade, parentesco e
naturalidade, os livros trazem a história da composição social e cultural da
população”, destacou