Cultura

Dia do Livro: 11 obras de autores belo-horizontinos que você precisa conhecer

Da poesia à crônica, do romance à biografia, conheça a envergadura da produção literária da capital mineira


Créditos da imagem: Colagem/Reprodução
Ana Martins Marques, Conceição Evaristo e Fernando Sabino são alguns dos grandes nomes da literatura produzida por belo-horizontinos Ana Martins Marques, Conceição Evaristo e Fernando Sabino são alguns dos grandes nomes da literatura produzida por belo-horizontinos

Mariana Cardoso Carvalho

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29/10/25 às 16:11 - Atualizado em 29/10/25 às 16:19
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Nesta quarta-feira (29), Dia Nacional do Livro, o SouBH preparou uma lista com indicações de obras de autores nascidos em Belo Horizonte. São homens e mulheres que, de diferentes formas, transformaram a vida na — e da — capital mineira em matéria de poesia, ficção e reflexão. Entre nomes que ajudaram a construir o imaginário da cidade, como Fernando Sabino e Roberto Drummond, e vozes que provam que BH continua sendo uma terra fértil para narrativas, como Adriane Garcia e Conceição Evaristo, você pode escolher sua próxima leitura. Confira!


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De Adriane Garcia, “Arraial do Curral del Rei: a Desmemória dos Bois” (Editora Conceito)

Neste volume da coleção “BH: A Cidade de Cada Um”, Adriane Garcia transforma pesquisa histórica em poesia. O livro revisita o antigo Curral del Rei, origem de Belo Horizonte, para meditar sobre o avanço da cidade e os corpos e vozes apagados por ele. Com linguagem lírica e política, a autora ecoa a fala dos excluídos do processo de modernização.

Foto: Reprodução

De Ana Elisa Ribeiro, “Nossa língua & outras encrencas” (Parábola Editorial)

Inspirada na célebre frase de Fernando Pessoa, “Ortografia também é gente”, Ana Elisa Ribeiro reúne em “Nossa língua & outras encrencas” 62 crônicas publicadas ao longo de cinco anos na revista Pessoa. Com humor e leveza, a autora aborda a língua portuguesa em toda a sua diversidade, falando de vírgulas, sotaques e peculiaridades do idioma sem se prender às regras gramaticais. O resultado? Uma celebração da linguagem viva, plural, afetuosa e cheia de encrencas.

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De Ana Martins Marques, “O livro das semelhanças” (Companhia das Letras)

Em “O livro das semelhanças”, Ana Martins Marques confirma seu lugar entre as vozes mais inventivas da poesia brasileira contemporânea. Com delicadeza e ironia, ela explora as relações entre palavra e mundo — esse território instável. Dividida em quatro partes, a obra percorre temas como amor, memória, tempo e linguagem.

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De Bruna Kalil Othero, “O presidente pornô” (Companhia das Letras)

Entre a sátira política, o erotismo e o humor mordaz, com direito a referências que vão de Machado de Assis a memes da internet, Bruna Kalil Othero recria a história de um país fictício — e assustadoramente familiar — através de Bráulio Bestianelli, um presidente que sintetiza os vícios e delírios da política brasileira. A autora desenvolve uma alegoria sobre poder, moral e desejo, e revela as entranhas de uma nação que parece sempre prestes a repetir seus erros.

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De Carla Madeira, “Tudo é rio” (Record)

O romance de Carla Madeira acompanha Dalva e Venâncio, cujo relacionamento é abalado por uma perda trágica causada pelo ciúme do marido, e Lucy, uma prostituta que entra em suas vidas, formando um triângulo amoroso. A narrativa se desenvolve em fluxo contínuo, retratando paixões, ciúmes, perdas e desejos.

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De Cidinha da Silva, “Só bato em cachorro grande, do meu tamanho ou maior: 81 lições do Método Sueli Carneiro” (Rosa dos Tempos)

A obra reúne 81 lições extraídas da convivência de mais de 30 anos de Cidinha da Silva com Sueli Carneiro, filósofa e fundadora do Geledés – Instituto da Mulher Negra. Organizado em textos curtos, o livro sistematiza o Método Sueli Carneiro, abordando temas como resistência, ética e estratégias de enfrentamento de desigualdades sociais.

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De Conceição Evaristo, “Ponciá Vivêncio” (Pallas)

Em, “Ponciá Vicêncio”, Conceição Evaristo articula memória, história e identidade a partir da trajetória da personagem titular. A narrativa circular conecta passado e presente, lembrança e vivência, revelando a experiência de um povo marcado pela escravidão, pelo racismo e pela opressão de classe.

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De Fernando Sabino, “O encontro marcado” (Record)

“O encontro marcado”, um dos romances mais célebres da década de 1950, acompanha a busca existencial de Eduardo Marciano. Estruturado em duas partes, “A procura” e “O encontro”, e subdividido em seis seções, o livro percorre sua infância, escola, iniciação sexual, primeiros relacionamentos, casamento e amizades significativas, sobretudo nos anos 1940 em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro.

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De Laura Cohen, “Caruncho” (Edições de Minas)

Em “Caruncho”, a passagem do tempo e a deterioração de relações e corpos são colocadas no centro da leitura a partir do conflito entre um maestro de 65 anos, enfrentando limitações físicas, e uma violoncelista de 35 anos que interrompe sua carreira para ajudá-lo a realizar seu último concerto. A música clássica não é mero detalhe na narrativa.

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De Lavínia Rocha, “Entre 3 mundos” (Gutenberg)

Lavínia Rocha presenteia o público infantojuvenil com a história de Alisa, uma adolescente que vive em um Brasil dividido entre o Norte e o Sul, territórios separados por um contrato que proíbe migrações. Identificada como pertencente ao Sul, apesar de sua família ser do Norte, Lisa precisa esconder sua identidade enquanto enfrenta dilemas típicos da adolescência e lida com sentimentos amorosos confusos.

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De Ricardo Aleixo, “Sonhei com o anjo da guarda o resto da noite” (Todavia)

O livro reúne memórias do poeta, destacando como a experiência escolar — em que aulas de matemática começaram com leituras de poesia de autores como João Cabral de Melo Neto, Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira — influenciou sua formação artística. O contato com a poesia concreta, que une linguagem e estrutura matemática, é apresentado como ponto de partida para sua trajetória criativa.

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