Economia

Refeições em restaurantes disparam em BH: confira preços

Almoçar fora em Belo Horizonte ficou mais caro: prato feito, marmitex e comida a quilo registram aumentos significativos


Créditos da imagem: Crédito: Banco de imagens/ Unsplash
Pessoa sentada em restaurante, comendo uma refeição, sem mostrar o rosto. Pratos tradicionais e ambiente simples fazem de restaurantes como Café Palhares, Bar da Lora, Cantina do Lucas, Casa Cheia e Bem Mineiro escolhas populares para quem busca comida farta e preços acessíveis antes do Natal

Yasmin Oliveira

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10/11/25 às 18:07
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O custo das refeições fora de casa sofreu grande aumento nos preços em Belo Horizonte e pressiona o orçamento de quem depende dos restaurantes diariamente. Um levantamento do site Mercado Mineiro, realizado entre 4 e 6 de novembro em 97 estabelecimentos da capital, revela que o preço médio do prato feito (PF) aumentou 17,69% no último ano — saltando de R$ 26,50 para R$ 31,19. Em alguns locais, o prato chega a custar R$ 78.

Os valores variam bastante conforme a região. No bairro Santa Efigênia, na região Leste, o PF custa R$ 16, enquanto no Carmo, na região Centro-Sul, sobe para R$ 78. Dessa forma, a diferença entre os preços atinge 387,5%. Além disso, o preço médio da comida a quilo subiu 6,13%, indo de R$ 67,82 para R$ 71,98. Os preços oscilam de R$ 19,99, no Centro de BH, até R$ 199,99, em um restaurante localizado em Contagem, na Região Metropolitana — uma variação de 900%.

Os marmitex também encareceram. O pequeno ficou 7,79% mais caro, custando agora R$ 19,65, enquanto o grande subiu 11%, chegando a R$ 26,31. Dependendo do local, os preços podem variar entre R$ 15,90 e R$ 44,90. As bebidas seguiram a mesma tendência. O refrigerante em lata (350 ml) aumentou 15%, passando de R$ 5,61 para R$ 6,46, e o suco natural teve alta de 21%, indo de R$ 6,29 para R$ 7,63.

Preços comprometem boa parte da renda mensal

Diante desses aumentos, quem almoça fora todos os dias gasta cada vez mais. Segundo o levantamento, o consumidor que escolhe um marmitex grande com bebida desembolsa cerca de R$ 1.018,11 por mês, valor 13% maior que o registrado em 2024.

Por outro lado, quem prefere comida a quilo (500g) com suco paga R$ 1.308,57 mensais. Já o trabalhador que opta pelo prato feito com refrigerante gasta em média R$ 1.129,42, um aumento de 15% em comparação ao ano anterior. Consequentemente, considerando o salário mínimo nacional de R$ 1.518, a despesa com alimentação fora de casa pode consumir mais de 70% da renda mensal.

Por fim, o Mercado Mineiro disponibiliza o levantamento completo em seu site e no aplicativo comOferta, que permite comparar preços e encontrar alternativas mais econômicas.