Da Lagoinha ao Palácio das Artes, relembre apresentações que consolidaram a cantora como voz ativa do samba na capital mineira
Veja por onde passou a cantora que se tornou referência do samba na cidade
A cantora Adriana Araújo morreu nesta segunda-feira (2), aos 49 anos, em Belo Horizonte. Ela estava internada desde sábado (28), após sofrer um aneurisma cerebral. A informação foi confirmada por pessoas próximas.
Nascida em 1976 na Pedreira Prado Lopes, na região da Lagoinha, ela cresceu em um dos territórios ligados à história do samba na capital e transformou essa vivência em carreira. Levou para o palco a experiência da periferia, a formação em dança afro e o repertório construído entre rodas e festivais.
Veja abaixo algumas apresentações que ajudam a dimensionar o espaço que ela ocupou na agenda cultural de BH:
Participou do evento que toma ruas e praças com shows gratuitos, levando samba a diferentes regiões da cidade.
Subiu ao palco do festival dedicado à música brasileira contemporânea, em edição realizada na capital.
Fez apresentações durante a folia, integrando a programação oficial do carnaval que reúne milhares de pessoas nas ruas.
Cantou no réveillon realizado na Praça da Liberdade, diante do público que acompanha a virada do ano no centro da cidade.
No Dia da Consciência Negra, dividiu o palco com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, em apresentação dedicada a compositores negros.
O primeiro contato com a arte veio ainda na infância, em oficinas de dança afro conduzidas por Marlene Silva, que atuava com formação cultural em comunidades de Belo Horizonte. Depois vieram cursos de teatro oferecidos pelo município e aulas de técnica vocal com o professor Athonio Marra.
Com o tempo, Adriana passou a integrar a programação dos principais eventos da cidade. Circulou por palcos públicos, festivais e shows ao ar livre. Em 2024, levou a turnê “A Voz Ecoando” para cidades do interior de Minas Gerais, ampliando o público.
Ao longo da carreira, Adriana também compartilhou shows com nomes do gênero, como Leci Brandão, Fabiana Cozza, Arlindinho e Jorge Aragão.
A morte da cantora mobilizou a cena cultural de Belo Horizonte. Mensagens publicadas nas redes sociais destacaram a presença constante dela nos palcos da cidade e a contribuição para manter o samba em circulação, da periferia ao centro.