Gastronomia

Os pratos icônicos dos restaurantes históricos de BH que você precisa provar

Fizemos uma seleção dos clássicos que mantêm essas casas relevantes há décadas; saiba o que pedir para ter uma autêntica experiência da culinária local


Créditos da imagem: freepik
Ensopado de carne com batatas e salsa em tigela marrom, acompanhado de fatias de pão. A culinária mineira celebra pratos fartos e sabores que atravessam gerações, marcando a tradição gastronômica de Belo Horizonte.

Vanessa Alves

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26/03/26 às 13:34 - Atualizado em 26/03/26 às 13:52
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Em meio ao crescente reconhecimento da gastronomia mineira, um roteiro se destaca em Belo Horizonte: o dos pratos que atravessam gerações. São receitas que se tornaram sinônimo de seus restaurantes, mantendo a relevância e o sabor que conquistaram a cidade há décadas. Conhecer esses clássicos é mergulhar na verdadeira alma da culinária local.

Essas casas não apenas servem comida, mas também preservam a memória afetiva de moradores e encantam turistas que buscam uma experiência autêntica. De pratos fartos do dia a dia a receitas que marcam celebrações, cada um conta uma parte da história da capital mineira.

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Café Palhares: o Kaol

Fundado em 1938 no coração da cidade, na Rua dos Tupinambás, o Café Palhares é o lar de um dos pratos mais emblemáticos de BH: o Kaol. O nome é um acrônimo para seus ingredientes principais: cachaça (com K, para dar mais pompa, segundo o criador do nome), arroz, ovo e linguiça. O prato é um PF robusto e cheio de sabor, servido com a agilidade que o centro da cidade exige.

Cantina do Lucas: Filé Surprise

No boêmio Edifício Maletta, a Cantina do Lucas serve, desde 1962, o famoso Filé Surprise. A receita consiste em um filé empanado e recheado com presunto e queijo muçarela, acompanhado de arroz à piamontese, batatas fritas, banana à milanesa e ovos fritos (geralmente dois). O prato é um clássico que já alimentou gerações de artistas, intelectuais e anônimos que frequentam a casa.

Casa Cheia:  Mineirinho Valente

Dentro do Mercado Central, a Casa Cheia se consolidou como um ponto de parada obrigatório desde 1978. Seu prato mais emblemático é o Mineirinho Valente, uma canjiquinha com queijo, lombo defumado, costelinha, linguiça e o indispensável torresmo de barriga. É a representação máxima da comida de tacho mineira, servida em um ambiente vibrante que pulsa a cultura popular de Belo Horizonte.

Xapuri: Frango Jeca

Para quem procura o sabor da “cozinha da vovó”, o Frango Jeca do Xapuri é a escolha perfeita no bairro Trevo. Diferente das versões mais complexas, este prato celebra o frango ensopado clássico, cozido lentamente com milho em rodelas, o que confere um adocicado especial ao molho. A mesa é montada com a fartura típica da fazenda: acompanha arroz soltinho, feijão, couve fresquinha, quiabo, chuchu e o indispensável angu tradicional. É um prato que aposta na memória afetiva, servido em panelas de ferro que mantêm o calor e o aroma da comida feita no fogão a lenha.

Restaurante do Bolão: Rochedão

No coração do bairro Santa Tereza, o Bolão serve, desde 1961, o icônico Rochedão. O prato é o “PF” (prato feito) mais famoso da capital. O Rochedão tradicional traz arroz, feijão, batata frita, bife e ovo. Existem variações, incluindo o Rochedão Especial, que pode acompanhar espaguete à bolonhesa ou arroz tropeiro. Batizado em homenagem ao fundador José da Rocha, o Rochedão é um patrimônio da madrugada belo-horizontina, tendo alimentado desde os músicos do Clube da Esquina até as bandas de heavy metal que frequentam a região.