Economia

Páscoa 2026: Consumo se mantém forte, mas com consumidor mais racional

Intenção de compra atinge 64% e anima o varejo; preço e promoções serão decisivos para um consumidor que busca equilibrar tradição e orçamento


Créditos da imagem: freepik/chandlervid85
Ovos de Páscoa de chocolate abertos com doces coloridos e ovos embrulhados sobre superfície de madeira. Consumidores buscam ovos de Páscoa e chocolates para presentear, mas pesquisa aponta racionalidade na escolha e busca por promoções

Vanessa Alves

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30/03/26 às 13:56 - Atualizado em 30/03/26 às 14:10
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A Páscoa de 2026 deve movimentar o comércio de Belo Horizonte, mas com um consumidor mais seletivo e atento ao orçamento. Uma pesquisa da Fecomércio MG revela que 64,1% das pessoas pretendem presentear na data, o que sinaliza a força do período para o varejo.

O chocolate confirma sua tradição, sendo a escolha de 98,1% dos consumidores que vão comprar presentes. Os ovos de Páscoa industrializados são os preferidos, citados por 53,8%, seguidos pelos chocolates em geral, com 34,4% das menções.

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Segundo Gabriela Martins, economista da Fecomércio MG, o resultado mostra a resiliência do consumo. “A Páscoa mantém seu apelo emocional e simbólico, o que sustenta a intenção de compra. Mas o consumidor está mais racional, comparando preços e priorizando opções que cabem no orçamento”, analisa.

O levantamento aponta que 72,8% dos entrevistados planejam gastar o mesmo valor ou menos que no ano anterior. A principal estratégia será comprar menos produtos por um preço menor, uma abordagem adotada por 49,8% dos consumidores.

Mulher ajusta etiqueta de preço '69.90' em ovos de Páscoa coloridos em supermercado. - (foto: Divulgação)
Supermercados preparam-se para a Páscoa, onde a comparação de preços em ovos é crucial para consumidores seletivos. – Crédito: Divulgação(foto: Divulgação)

Preço e promoções decidem a compra

As promoções, com 42,6%, e os preços reduzidos, com 28,0%, são os principais atrativos para levar os clientes às lojas. Essa preferência impacta diretamente a escolha do local de compra, com supermercados e hipermercados na liderança, concentrando 50,3% do público. Os shoppings aparecem em seguida, com 28,6%.

O gasto médio também reflete um consumo moderado. A maior parte das pessoas pretende desembolsar entre R$ 100 e R$ 300. Para a economista, o varejo que alinhar preço competitivo, visibilidade e boas condições de pagamento terá vantagem.

As formas de pagamento acompanham a busca por controle financeiro. O cartão de débito e o crédito à vista lideram, ambos com 26,4%, enquanto o Pix é a opção de 23% dos consumidores, reforçando a tendência de evitar parcelamentos longos.

Além das compras, a data estimula outros setores. Cerca de 15,7% dos consumidores pretendem viajar, principalmente para visitar familiares, ampliando o impacto econômico do período.