Show gratuito da cantora Bahia no Alaíde Circuito de Música acontece em 9 de maio, no Barreiro, com protagonismo feminino e acessibilidade em Libras
Cantora Bahia se apresenta no Alaíde Circuito de Música, que ocupa o Barreiro com show gratuito e protagonismo feminino
A próxima edição do Alaíde Circuito de Música já tem data, local e proposta definida: ocupar o território com diversidade sonora e protagonismo feminino. No dia 9 de maio, o projeto chega ao Centro Cultural Vila Santa Rita, no Barreiro, com apresentação gratuita da cantora Bahia, a partir das 14h.
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O evento reforça a proposta do circuito de descentralizar o acesso à cultura em Belo Horizonte. Além disso, aposta em encontros inéditos entre artistas e uma banda fixa formada exclusivamente por instrumentistas mulheres. Nesta edição, sob direção de Laiza Lamara, sobem ao palco Anna Lages, Babi Lómaz, Carol Ramalho, Luisa de Paula e Luísa Martins.
Conhecida por transitar entre o pop e ritmos afro-brasileiros, Bahia constrói uma trajetória autoral marcada por temas ligados à vivência, identidade e percepção de mundo. Desde 2019, a artista desenvolve sua carreira independente e, nesse percurso, lançou o single “Já Deu” e, mais recentemente, o videoclipe “HATE”, ampliando sua atuação também na direção e produção.
Ao mesmo tempo, sua atuação extrapola a música. Natural de Manhuaçu, a cantora também é psicóloga e idealizadora de iniciativas que conectam arte e saúde mental, com foco em pautas antirracistas e LGBTQIAPN+.
Criado pela musicista e produtora Thâmara Mazur, o Alaíde Circuito de Música surge como resposta a uma desigualdade histórica no setor cultural. O projeto, portanto, reposiciona mulheres e pessoas trans no centro da criação musical, não apenas nos bastidores, mas no palco.
Segundo a idealizadora, o circuito vai além dos shows. “É uma ação que articula música, território e políticas públicas, criando novas narrativas e ampliando espaços de visibilidade”, destaca.
Além disso, o nome do festival homenageia Alaíde Costa, referência da música brasileira que enfrentou barreiras estruturais ao longo da carreira, especialmente por ser mulher negra em um cenário historicamente excludente.
O circuito começou em março e segue até agosto, passando por diferentes centros culturais da capital. A proposta, nesse sentido, é criar uma agenda contínua de apresentações gratuitas, sempre com uma artista convidada diferente.
Após o show de Bahia, o projeto ainda recebe nomes como Ana Hilário, Vitória Pires e a própria Thâmara Mazur, que encerra a programação com o espetáculo “Malditas”.
Outro destaque do evento é a acessibilidade. A apresentação contará com interpretação em Libras, garantindo inclusão de públicos diversos. Além disso, não é necessário retirar ingressos antecipadamente.