Plano do MEC quer facilitar acesso ao exame, ampliar participação e transformar a avaliação no ensino médio brasileiro
MEC anuncia inscrição automática, prova em mais escolas e mudanças que prometem facilitar a vida de milhões de estudantes
O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta segunda-feira (18) um pacote de mudanças no Enem 2026. Entre as principais novidades estão a criação de cerca de 10 mil novos locais de prova em todo o país, a inscrição automática de alunos da rede pública e a integração do exame ao Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
Com isso, o governo quer aumentar a participação dos estudantes, reduzir deslocamentos para outras cidades e usar os resultados do Enem para medir a qualidade do ensino médio no Brasil.
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Em primeiro lugar, o MEC pretende ampliar os locais de aplicação do Enem em 2026. Dessa forma, mais estudantes poderão realizar a prova na própria escola onde estudam.
Segundo o governo, cerca de 80% dos alunos concluintes da rede pública devem fazer o exame dentro da unidade em que estudam. Atualmente, muitos candidatos ainda precisam viajar para cidades vizinhas para participar do Enem.
Além disso, o ministério avalia medidas de apoio para os estudantes que ainda precisarem se deslocar. Entre as possibilidades estão ações de transporte entre municípios.
Outra novidade do Enem 2026 será a inscrição automática dos estudantes da rede pública que estiverem no último ano do ensino médio.
Nesse caso, o aluno precisará apenas acessar o sistema oficial do exame para confirmar informações pessoais, escolher a língua estrangeira da prova e solicitar atendimento especializado, se necessário.
Com a medida, o MEC espera ampliar a participação dos estudantes no exame. Ao mesmo tempo, o governo quer reduzir etapas no processo de inscrição.
Além da ampliação dos locais de prova, o governo anunciou outras mudanças importantes para o exame. Confira:
Mesmo com as mudanças, o Enem continuará como principal forma de acesso a universidades públicas e programas federais, como Sisu, Prouni e Fies.
Com a integração ao Saeb, o governo também vai usar os resultados do Enem para acompanhar a qualidade da educação básica no país.
Na prática, o Inep criará indicadores e metas de desempenho com base nas notas dos estudantes. Assim, o governo pretende medir o nível de aprendizagem no ensino médio e acompanhar a evolução das escolas.
As mudanças foram oficializadas em portaria publicada no Diário Oficial da União. A partir disso, o MEC e o Inep devem começar a organizar as novas etapas do exame.
Além das mudanças no formato da prova, o governo também pretende usar os resultados do Enem em indicadores ligados ao Fundeb, fundo responsável pelo financiamento da educação básica pública.
Segundo o MEC, a nova regra deve entrar em vigor a partir de 2027. Dessa maneira, o desempenho dos estudantes poderá influenciar parte da distribuição de recursos da educação básica.
Por fim, o Enem voltará a funcionar como forma de certificação do ensino médio. Assim, participantes poderão conseguir certificado de conclusão ou declaração parcial de proficiência, conforme regras do Inep.