Exposição no Palácio das Artes homenageia o artista mineiro Marcos Garcia com obras marcadas por cores vibrantes, memória afetiva e cenas do cotidiano
Exposição “Marcos Garcia – Uma Homenagem ao Acrobata das Cores” reúne 30 obras do artista mineiro no Palácio das Artes, em Belo Horizonte
O universo lúdico, colorido e sensorial do artista visual Marcos Garcia ocupa a PQNA Galeria Pedro Moraleida, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. A exposição “Marcos Garcia – Uma Homenagem ao Acrobata das Cores” segue aberta ao público até o dia 14 de junho de 2026 e reúne 30 obras entre desenhos e pinturas que atravessam diferentes momentos da trajetória do artista mineiro.
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Além de apresentar trabalhos recentes e históricos, a mostra revela a força estética de Marcos Garcia, conhecido por transformar cenas cotidianas em composições vibrantes e carregadas de movimento. A curadoria é assinada por Adriano Gomide.
Natural de Belo Horizonte, Marcos Garcia nasceu em 1950 e construiu uma linguagem artística própria, marcada pela mistura entre figuração, geometria e referências populares brasileiras. Além disso, o artista utiliza materiais como lápis aquarelável e caneta esferográfica para criar imagens que transitam entre o sonho, a memória e o cotidiano.
Ao percorrer a exposição, o público encontra representações de brincadeiras, cenas circenses, rituais religiosos, relações afetivas e momentos domésticos. Dessa forma, a mostra propõe uma experiência visual que conecta diferentes gerações por meio da cor, da narrativa e da memória coletiva.
Segundo o curador Adriano Gomide, a diversidade presente na produção de Marcos Garcia é um dos elementos que tornam a obra tão acessível e potente. “O trabalho de Marcos apresenta uma dimensão gráfica e lúdica muito forte, além de despertar lembranças ligadas à infância, às festas populares e às experiências afetivas. Ao mesmo tempo, existe uma sofisticação visual evidente nas composições e no uso intenso das cores”, destaca.
Por outro lado, a exposição também evidencia referências visuais que dialogam com elementos da arte pré-colombiana, estampas gráficas e narrativas visuais populares. Em alguns trabalhos, a composição assume um caráter quase cenográfico. Já em outros, a construção gráfica ganha protagonismo e transforma a imagem em um grande jogo visual.
Além de homenagear a trajetória de Marcos Garcia, a mostra integra as comemorações dos 55 anos do Palácio das Artes, espaço administrado pela Fundação Clóvis Salgado. Nesse contexto, a instituição amplia sua programação cultural com ações voltadas para diferentes linguagens artísticas e públicos.
A Fundação Clóvis Salgado atua na promoção da arte e da cultura em Minas Gerais por meio de atividades ligadas às artes visuais, dança, teatro, música, cinema e formação artística. Além disso, o Palácio das Artes integra o Circuito Liberdade, um dos principais corredores culturais do estado.
Por fim, a exposição reforça o compromisso da instituição com a democratização do acesso à cultura e oferece ao público a oportunidade de conhecer ou revisitar a obra de um dos artistas mais singulares da arte mineira contemporânea.