Além de Monte Verde, outros destinos em Minas e no Brasil já cobram taxas de preservação; veja a lista de locais e entenda como essa verba é usada
Monte Verde, um dos destinos mais procurados de Minas Gerais, prepara-se para cobrar Taxa de Preservação Ambiental a partir de 2026.
Planejar uma viagem para Monte Verde, no Sul de Minas, vai exigir um novo item no orçamento a partir de julho de 2026. Instituída pela Lei Complementar nº 203/2024 e regulamentada em 2026, a Taxa de Preservação Ambiental (TPA) se soma a uma tendência crescente em destinos turísticos que buscam equilibrar o fluxo de visitantes com a conservação de seus recursos naturais. A medida, no entanto, não é uma exclusividade do famoso distrito de Camanducaia.
Outras cidades em Minas Gerais e no Brasil já adotam cobranças semelhantes para quem chega de fora. A iniciativa visa arrecadar fundos para investir diretamente na infraestrutura local e em ações de proteção ao meio ambiente, garantindo que o impacto do turismo seja positivo e sustentável a longo prazo.
A ideia por trás da cobrança é simples: fazer com que o próprio turismo financie a estrutura necessária para recebê-lo. Os recursos arrecadados com a TPA são, geralmente, aplicados em melhorias na sinalização, na coleta de lixo, na manutenção de parques e trilhas, além de projetos de educação ambiental e fiscalização. Em Monte Verde, 65% da arrecadação será destinada à conservação de áreas públicas e 35% para melhorias na gestão de resíduos sólidos.
Dessa forma, a taxa funciona como uma ferramenta de gestão. Ela ajuda a minimizar os impactos negativos causados pelo grande volume de pessoas, garantindo que a beleza natural que atrai os visitantes seja preservada para as futuras gerações.
Em Minas Gerais, outros destinos conhecidos pela natureza exuberante já possuem taxas de preservação, como Capitólio e São João Batista do Glória.
Fora do estado, a lista de locais com TPA é ainda maior e inclui alguns dos cartões-postais mais famosos do país:
A cobrança em Monte Verde tem início em 1º de julho de 2026. A taxa é cobrada por veículo, com valores que variam conforme a categoria: R$ 4,60 para motos, R$ 9,20 para carros de passeio, R$ 13,80 para utilitários e caminhonetes, R$ 32,20 para vans e veículos de excursão, R$ 46,00 para micro-ônibus e caminhões, e R$ 73,60 para ônibus. O valor corresponde a uma diária de permanência no distrito.
O controle será feito por um sistema eletrônico de leitura automática de placas, chamado Freeflow, instalado na entrada do distrito. O sistema registra a placa, data e horário de entrada e saída, sem necessidade de parada ou cancelas. O pagamento pode ser feito posteriormente por meio do portal oficial da TPA.
Ficam isentos do pagamento moradores, proprietários de imóveis, trabalhadores locais e prestadores de serviço. Veículos de abastecimento e carros oficiais também não precisarão pagar a tarifa. Além disso, veículos emplacados nas cidades vizinhas de Camanducaia, Extrema, Itapeva e Cambuí têm isenção automática.