Mostra Mulheres Mágicas encerra itinerância por Minas Gerais com sessões gratuitas, filmes clássicos, produções contemporâneas e debate em Belo Horizonte
Programação de encerramento reúne clássicos do cinema, produções contemporâneas e debate com as curadoras nesta sexta-feira (3), no Cine Cardume Rodoviária
A terceira edição da mostra “Mulheres Mágicas: Reinvenções da Bruxa no Cinema” chega ao fim nesta sexta-feira (3) com uma programação gratuita em Belo Horizonte. O encerramento acontece no Cine Cardume Rodoviária, no Centro da capital, e reúne sessões voltadas para diferentes públicos, além de um debate com as curadoras ao final da programação.
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Depois de percorrer Belo Horizonte, Montes Claros, Uberlândia e Araçuaí ao longo dos últimos meses, a mostra encerra a itinerância com uma seleção de filmes que revisita a figura da bruxa sob diferentes perspectivas. A proposta é discutir como o cinema ajudou a construir, transformar e ressignificar narrativas sobre mulheres, magia, memória, poder e dissidência.
As exibições começam às 18h com uma sessão infantil formada pelos curtas brasileiros Lulina e a Lua (2023), dirigido por Alois Di Leo e Marcus Vinicius Vasconcelos, e Déia e Dete (2025), de Bruna Schelb e Francis Frank.
Em seguida, às 19h, o público poderá assistir ao clássico O Reino das Fadas (1903), do cineasta francês Georges Méliès. A obra é considerada um dos marcos do cinema fantástico e influenciou diversas representações da magia nas telas.
Já às 20h, a programação apresenta uma seleção especial com três filmes que exploram diferentes interpretações das mulheres mágicas ao longo da história do cinema. A sessão inclui A Fada do Repolho (1896/1900), dirigido por Alice Guy, uma das pioneiras da direção cinematográfica; Tramas do Entardecer (1943), de Maya Deren, referência do cinema experimental; e o curta brasileiro Se eu tô aqui é por mistério (2024), de Clari Ribeiro.
Logo após a última sessão, as curadoras Carla Italiano e Juliana Gusman participam de um debate com o público. Além disso, a atividade contará com recursos de acessibilidade, incluindo legendagem descritiva durante a exibição e interpretação em Libras na conversa.
Em 2026, a mostra expandiu sua atuação e levou a programação para cidades do interior mineiro pela primeira vez. Até então, o projeto havia circulado apenas por capitais brasileiras.
Segundo a curadora Carla Italiano, a itinerância confirmou o interesse do público por debates sobre gênero, representatividade e história do cinema em diferentes regiões do estado.
De acordo com ela, a diversidade de perfis das cidades visitadas fortaleceu a proposta da mostra. A pesquisadora destaca que a participação ativa do público nos debates demonstrou a demanda por iniciativas culturais que descentralizam o acesso ao audiovisual.
A programação é aberta ao público e não exige retirada antecipada de ingressos.