Acordo prevê investimentos até 2029 e mantém a identidade do Mercado Central, um dos principais cartões-postais de BH
Reprodução / CDL BH
O Mercado Central de BH continuará com o mesmo nome após a Vale anunciar, neste sábado (5), um acordo de patrocínio com o espaço. Embora a mineradora tenha adquirido os direitos de naming rights, ela decidiu não incluir sua marca na identificação do mercado para preservar a identidade do local.
Além disso, a parceria prevê investimentos em infraestrutura, sustentabilidade e melhorias para comerciantes e visitantes até 2029, quando o Mercado Central completa 100 anos. A decisão ocorre após a repercussão provocada pela mudança de nome registrada em 2024.
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Os contratos de naming rights costumam permitir que empresas associem suas marcas ao nome de arenas, estádios e centros culturais. No entanto, a Vale decidiu seguir um caminho diferente.
Mesmo tendo o direito de alterar a identificação do espaço, a empresa optou por manter o nome Mercado Central. Segundo a mineradora, a decisão leva em conta a importância histórica, cultural e turística do local. Além disso, considera a relação de pertencimento construída ao longo de décadas entre o mercado e os moradores de Belo Horizonte.
Embora o nome permaneça o mesmo, o acordo prevê uma série de investimentos para preparar o Mercado Central para o centenário, em 2029. Entre as principais ações estão:
Além disso, os próprios lojistas vão definir as prioridades. As propostas serão debatidas em assembleias e, posteriormente, aprovadas por votação antes do início das intervenções.
A escolha da Vale acontece após a repercussão gerada pela mudança de nome promovida em 2024. Na época, um contrato de naming rights com uma empresa de apostas alterou temporariamente a identificação do Mercado Central.
Como resultado, a decisão recebeu críticas de comerciantes, frequentadores e moradores da capital. Pouco tempo depois, o letreiro tradicional voltou à fachada e o espaço retomou oficialmente o nome pelo qual é conhecido há décadas.
Localizado no Centro de Belo Horizonte, o Mercado Central reúne cerca de 400 lojas distribuídas em uma área de 24 mil metros quadrados. Atualmente, o espaço recebe aproximadamente 15,5 milhões de visitantes por ano e está entre os principais pontos turísticos da capital mineira.
Por fim, além das melhorias previstas até 2029, a parceria inclui campanhas de comunicação, produção de conteúdo e outras ativações de marca nos próximos dois anos. Dessa forma, a Vale passa a apoiar um dos principais patrimônios culturais de Minas Gerais sem alterar a identidade que tornou o Mercado Central uma referência para gerações de mineiros.