Museu de Arte da Pampulha permanece fechado e restauração deve começar em 2027. Licitação avança e acervo será transferido antes das obras
Mesmo com o edifício fechado ao público, a área externa do Museu de Arte da Pampulha continua recebendo atividades culturais e educativas
O Museu de Arte da Pampulha (MAP), um dos principais cartões-postais culturais de Belo Horizonte, segue fechado para visitação interna enquanto aguarda o início das obras de restauração. A previsão da Prefeitura de Belo Horizonte é que a intervenção estrutural comece apenas no primeiro semestre de 2027, caso o cronograma da licitação seja cumprido.
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Apesar do fechamento do edifício, o museu continua presente na programação cultural da capital. A área externa recebe atividades culturais, educativas e ações promovidas pela Fundação Municipal de Cultura, mantendo o espaço integrado ao cotidiano da Pampulha mesmo durante o período de obras preparatórias.
Projetado por Oscar Niemeyer, com jardins de Roberto Burle Marx, o MAP faz parte do Conjunto Moderno da Pampulha, reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Além disso, o edifício é protegido por tombamentos nas esferas municipal, estadual e federal.
O prédio está fechado desde 2019, quando foram identificados problemas na infraestrutura, como falhas nas instalações elétricas e hidráulicas. Desde então, o imóvel aguarda uma restauração completa para garantir a preservação da construção e a segurança dos visitantes.
Inicialmente, a licitação das obras estava prevista para junho deste ano. No entanto, o processo foi adiado após empresas interessadas apontarem a necessidade de ajustes na documentação do edital. Agora, a abertura das propostas está marcada para esta sexta-feira (10). Se todas as etapas forem concluídas conforme o previsto, a contratação da empresa responsável ocorrerá ainda em 2026, e as obras começarão no primeiro semestre de 2027.
Antes do início da restauração, a prefeitura realiza uma etapa considerada essencial para proteger o acervo do museu. As equipes trabalham na finalização e na equipagem da nova reserva técnica do Núcleo de Pesquisa e Informação (NPI), que receberá temporariamente cerca de 1.400 obras pertencentes ao MAP.
Segundo a administração municipal, a transferência do acervo precisa ser concluída antes do início das intervenções no edifício histórico para garantir a conservação das peças durante a execução das obras.
O projeto de restauração foi anunciado pela Prefeitura de Belo Horizonte em dezembro de 2024 e passou pela análise dos órgãos responsáveis pela preservação do patrimônio. Como o imóvel é tombado, todas as intervenções devem seguir critérios específicos de conservação, o que exige uma série de etapas técnicas antes do início da obra.
Inaugurado em 1943, o edifício foi concebido para funcionar como cassino, um dos marcos do conjunto arquitetônico idealizado por Oscar Niemeyer na Pampulha. Após a proibição dos jogos de azar no Brasil, em 1946, o prédio deixou de exercer essa função.
Em 1957, o espaço foi transformado no Museu de Arte da Pampulha e passou a receber exposições, mostras e outras atividades culturais. Ao longo das décadas, consolidou-se como uma das principais instituições dedicadas à arte contemporânea em Minas Gerais.
Enquanto a restauração não começa, o público pode continuar frequentando a área externa do museu e participar das atividades promovidas no entorno da Pampulha. A expectativa é que, após a conclusão das obras, o edifício volte a receber visitantes com infraestrutura adequada para preservar seu patrimônio arquitetônico e artístico.