O espetáculo inédito que chega em agosto traz sons exóticos e fascinantes; conheça a história e as particularidades de instrumentos como a pipa e o erhu que encantam
Concerto faz parte da primeira turnê do grupo pelo Brasil, que passa por outras cinco cidades, e integra as celebrações do Ano Cultural Brasil-China
A Orquestra Chinesa de Shanghai desembarca em Belo Horizonte para uma apresentação única e inédita no dia 6 de agosto, às 20h, no Palácio das Artes. O concerto faz parte da primeira turnê do grupo pelo Brasil, que passa por outras cinco cidades, e integra as celebrações do Ano Cultural Brasil-China. A visita oferece uma oportunidade rara de conhecer de perto os instrumentos milenares que moldaram a música oriental, com sons exóticos e visuais que prometem uma experiência inesquecível.
Para entrar no clima do espetáculo, separamos cinco curiosidades sobre os principais instrumentos que formam essa orquestra fascinante. Conheça as peças que transformam tradição e história em música.
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O erhu é um dos instrumentos mais expressivos da China. Com apenas duas cordas e um arco que passa entre elas, ele é capaz de produzir sons que imitam desde o canto de pássaros até a voz humana em lamento. Por essa capacidade emocional, é frequentemente chamado de “violino chinês”. Sua caixa de ressonância, coberta com pele de píton, confere um timbre único e melancólico.
A pipa, um alaúde chinês com mais de dois mil anos de história, impressiona tanto pelo som quanto pela forma. Seu corpo em formato de pera e a maneira como é tocada, na vertical sobre o colo do músico, a diferenciam de instrumentos ocidentais. As técnicas para tocar a pipa são complexas e envolvem movimentos rápidos de dedilhado, criando melodias que podem ser delicadas ou dramáticas.
O guzheng é uma cítara chinesa que pode ter mais de 20 cordas. O músico a toca com palhetas presas aos dedos da mão direita, enquanto a mão esquerda pressiona as cordas para alterar a afinação e criar vibratos. O resultado é um som fluido e cristalino, que lembra o fluxo da água, sendo um dos instrumentos mais antigos e reverenciados do país.
A dizi é uma flauta transversal de bambu. O que a torna especial é um orifício extra coberto por uma fina membrana, chamada “dimo”, que vibra com a passagem do ar. Essa característica produz um timbre brilhante e ressonante, com um leve zumbido, que dá à dizi uma sonoridade distinta e penetrante, muito presente na música folclórica e na ópera chinesa.
A percussão tem um papel central na música tradicional chinesa, e o tanggu é um de seus protagonistas. Este grande tambor em formato de barril é tocado com duas baquetas e produz um som grave e poderoso. Em uma orquestra, ele é usado para marcar o ritmo, criar tensão e evocar a atmosfera de cenas grandiosas, como batalhas ou celebrações imperiais.
Os ingressos para a apresentação da Orquestra Chinesa de Shanghai em Belo Horizonte já estão à venda pela Sympla, com valores a partir de R$ 21,18. A capital mineira recebe o espetáculo no dia 6 de agosto, como parte da primeira turnê brasileira do grupo, que acontece entre 30 de julho e 11 de agosto de 2026. Além de BH, a Orquestra também passará por Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Curitiba e Porto Alegre.