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Projeto aprovado na Câmara de BH restringe venda de animais vivos no Mercado Central

Projeto aprovado na Câmara de BH restringe a venda de animais vivos e pode afetar o Mercado Central; veja onde a comercialização será proibida


Créditos da imagem: Reprodução / CMBH
Mercado Central de Belo Horizonte pode ser afetado por projeto que restringe a venda de animais vivos em locais de grande fluxo turístico Mercado Central de Belo Horizonte pode ser afetado por projeto que restringe a venda de animais vivos em locais de grande fluxo turístico

Maria Clara Landim

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11/08/26 às 10:05
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A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou, em segundo turno, nessa última segunda-feira (10), o projeto de lei que estabelece novas regras para a venda de animais domésticos na capital mineira. A proposta restringe a comercialização de animais vivos em vias públicas, espaços abertos e locais de grande circulação turística e cultural.

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O Projeto de Lei 179/2025, de autoria do vereador Osvaldo Lopes (Pode), também estabelece regras para reprodução, venda e doação de animais. Agora, o texto segue para análise do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União), que poderá sancionar ou vetar a proposta.

Na prática, a medida pode afetar a comercialização de animais em locais como o Mercado Central de Belo Horizonte, citado no texto como exemplo de espaço de grande fluxo turístico e de exposição cultural e gastronômica.

Onde a venda de animais será proibida em BH?

O projeto aprovado pela Câmara determina que a comercialização de animais vivos não poderá ocorrer em:

vias públicas;
logradouros;
espaços abertos;
locais de grande fluxo turístico;
espaços tradicionalmente destinados à exposição cultural e gastronômica.

A regra, portanto, não estabelece uma proibição geral para a venda de animais em Belo Horizonte. A restrição se concentra em determinados locais considerados inadequados para esse tipo de comercialização.

O texto inclui entre os espaços atingidos aqueles destinados a atividades culturais, gastronômicas e turísticas. Por isso, o Mercado Central pode ser impactado pela nova legislação.

A administração do centro comercial informou que vai aguardar a conclusão do processo legislativo para avaliar os possíveis efeitos da medida.

Venda continua permitida em pet shops e mercados

Apesar da restrição em espaços públicos e de grande fluxo, o projeto não impede a venda de animais vivos em estabelecimentos comerciais.

Pet shops, mercados e centros comerciais poderão continuar comercializando animais, desde que cumpram as normas sanitárias, ambientais e de bem-estar animal estabelecidas pelo município.

Além disso, a reprodução e a comercialização deverão estar vinculadas a canis, gatis e criadouros licenciados pelo poder público municipal.

Esses locais também deverão identificar os animais por meio de microchip ou de outro sistema reconhecido pela autoridade sanitária.

Projeto também cria regras para vacinação e doação

A proposta aprovada pelos vereadores também estabelece obrigações para estabelecimentos que vendem ou doam animais.

Entre as medidas previstas estão o fornecimento das doses necessárias de vacinação polivalente e a entrega do certificado de identificação do animal ao comprador.

Além disso, os estabelecimentos deverão disponibilizar informações sobre adoção e guarda responsável.

O projeto considera como animais domésticos, além de cães e gatos, espécies como coelhos, roedores, psitacídeos, passeriformes e outros animais exóticos previstos nas normas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Texto original previa restrição maior

A versão inicial do projeto estabelecia uma proibição mais ampla para a comercialização de animais.

Na primeira redação, a proposta previa impedir a venda tanto em espaços públicos quanto em diferentes estabelecimentos comerciais, incluindo pet shops, mercados municipais, shoppings, feiras e clínicas veterinárias.

Durante a tramitação na Câmara, entretanto, a Comissão de Legislação e Justiça apresentou um substitutivo que retirou a proibição geral para os estabelecimentos comerciais.

Com a mudança, a venda nesses locais continuou permitida, desde que siga as normas municipais.

Posteriormente, uma subemenda apresentada pelo autor do projeto definiu os locais que terão a comercialização proibida, incluindo vias públicas, espaços abertos, pontos de grande fluxo turístico e áreas destinadas tradicionalmente a atividades culturais e gastronômicas.

O que acontece agora?

Com a aprovação em segundo turno, o projeto deixa a Câmara Municipal e segue para o Executivo.

Agora, o prefeito Álvaro Damião deverá decidir se sanciona ou veta a proposta. Caso seja sancionada, a nova legislação passará a estabelecer as regras para a comercialização de animais vivos nos locais definidos pelo texto.

Até a conclusão dessa etapa, as regras atuais continuam valendo.