Passeio gratuito percorre túmulos, esculturas e símbolos religiosos da necrópole mais antiga de Belo Horizonte
Esculturas, cruzes, imagens sacras e outros símbolos religiosos fazem parte da visita guiada “Religião e religiosidade no Bonfim”, que acontece neste domingo (30), no Cemitério do Bonfim, em BH
O Cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte, recebe no próximo domingo (30) mais uma edição do projeto de visitas guiadas que apresenta a história, a arte e o patrimônio da necrópole mais antiga da capital mineira. Desta vez, o percurso terá como tema “Religião e religiosidade no Bonfim” e vai explorar as diferentes manifestações de fé presentes nos túmulos, mausoléus, esculturas e monumentos do espaço.
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A visita começa às 9h e é gratuita, com vagas limitadas. Durante cerca de duas horas, os participantes percorrem as alamedas do cemitério acompanhados pela historiadora Marcelina Almeida, conhecendo símbolos, imagens e elementos religiosos que ajudam a revelar aspectos da história de Belo Horizonte e das pessoas sepultadas no local.
Nesta edição, o passeio terá como foco a presença da religião e das manifestações de fé na arte cemiterial. Ao longo do percurso, os participantes poderão observar cruzes, anjos, imagens sacras, santos, flores, inscrições e diferentes representações simbólicas presentes nos túmulos e mausoléus.
Mais do que elementos decorativos, essas representações ajudam a compreender como diferentes pessoas e famílias expressaram suas crenças, homenagens e formas de lidar com a morte ao longo da história.
A atividade também apresenta detalhes da arquitetura e da arte presentes no Bonfim, mostrando como diferentes períodos e estilos se encontram no cemitério. Entre as obras espalhadas pelo espaço estão exemplares relacionados à Belle Époque, ao Art Déco e ao Modernismo brasileiro.
Inaugurado em 8 de fevereiro de 1897, o Cemitério do Bonfim é a necrópole mais antiga de Belo Horizonte. O espaço foi criado pela Comissão Construtora da Nova Capital e, ao longo de mais de um século, passou a reunir um importante acervo de esculturas, mausoléus e monumentos.
Muitas das obras encontradas no local foram produzidas por artistas brasileiros e por escultores italianos que chegaram ao país no final do século XIX. Por isso, o Bonfim é considerado um importante patrimônio cultural e um verdadeiro museu a céu aberto.
Além das obras de arte, o cemitério também guarda os túmulos de personalidades que fizeram parte da história de Minas Gerais e do Brasil, como Padre Eustáquio, Olegário Maciel, Raul Soares, Júlia Kubitschek e o jornalista e escritor Roberto Drummond.
O projeto de visitas guiadas busca apresentar o Cemitério do Bonfim por diferentes perspectivas, aproximando o público de histórias, personagens, manifestações culturais e elementos artísticos que fazem parte da trajetória da capital.
A proposta também ajuda a ampliar o olhar sobre o necroturismo, modalidade que utiliza cemitérios históricos como espaços de visitação cultural. No Bonfim, o passeio vai além da curiosidade sobre os túmulos e propõe uma experiência voltada à memória, ao patrimônio, à arte e à história da cidade.
As visitas são realizadas por meio de uma parceria entre a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB) e a Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG).
A visita é gratuita, mas as vagas são limitadas a 40 participantes. É necessário realizar inscrição antecipada pelo Portal de Serviços da Prefeitura de Belo Horizonte.
O percurso tem duração aproximada de duas horas. A organização recomenda que os participantes cheguem com cerca de dez minutos de antecedência e utilizem roupas leves e calçados confortáveis. Também é indicado levar água e proteção contra o sol, como boné ou chapéu.
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