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Chimpanzé Serafim morre aos 38 anos no Zoológico de BH

Animal vivia no Zoo de BH desde 2000 e recebia tratamento diário para diabetes tipo 2 desde 2016


Créditos da imagem: Juan Espanha/PBH | Divulgação
Chimpanzé Serafim no Zoo de BH O chimpanzé Serafim viveu no Zoológico de Belo Horizonte por 26 anos e recebeu tratamento diário para diabetes desde 2016

Júlia Rhaine

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18/09/26 às 12:23 - Atualizado em 18/09/26 às 16:04
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O chimpanzé Serafim, de 38 anos, morreu nesta quinta-feira (17) no Zoológico de Belo Horizonte. Segundo a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB), o animal apresentava um quadro clínico irreversível e sem possibilidade de controle das possíveis dores.


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A decisão foi tomada de forma humanitária, com acompanhamento veterinário, após avaliação de uma comissão técnica formada por integrantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, da Escola de Veterinária da UFMG e da equipe do zoológico.

Serafim tinha diabetes tipo 2, diagnosticada em 2016, e dependia de insulina. Ele também apresentava vasculopatia, condição relacionada à doença que compromete os vasos sanguíneos. Após os exames necroscópicos, o corpo será encaminhado ao Museu de História Natural da PUC Minas para atividades de educação ambiental e pesquisas.

Tratamento e rotina de cuidados

Nascido no Zoológico de Barcelona, na Espanha, o chimpanzé Serafim chegou ao Zoo de Belo Horizonte em 28 de janeiro de 2000. Com o diagnóstico de diabetes, passou a receber cuidados específicos, como medição diária da glicose, aplicação de insulina e uso de medicamentos.

A alimentação também foi adaptada. Itens como banana madura e melancia eram controlados, enquanto manga, banana, tomate, alface, taioba, beterraba, cenoura e milho verde cozidos faziam parte da dieta.

26 anos no Zoo de BH

Serafim viveu 26 anos no Zoológico de Belo Horizonte e, segundo a FPMZB, tornou-se um símbolo dos cuidados oferecidos a animais com condições crônicas de saúde.

Chimpanzés vivem, em média, cerca de 30 anos na natureza, enquanto animais sob cuidados humanos podem ultrapassar os 40 anos. Durante sua permanência no Zoo de BH, Serafim recebeu acompanhamento contínuo para controle da diabetes e manutenção da qualidade de vida.