A ONU Mulheres divulgou, às vésperas do primeiro turno das eleições de 2026, um documento com 10 propostas da ONU Mulheres voltadas à participação política, proteção e direitos das mulheres. O material é direcionado a candidatas, candidatos, partidos, instituições públicas e à sociedade.
Chamado de “10 Propostas pela Vida das Mulheres”, o documento reúne sugestões que passam pela ampliação da participação feminina no poder, enfrentamento à violência de gênero e raça, políticas de cuidado, renda e justiça climática.
Propostas da ONU Mulheres para as eleições
As propostas da ONU Mulheres estão organizadas em dez pontos. Os temas incluem representação política, combate à violência, trabalho, políticas de cuidado e participação feminina nas decisões relacionadas ao clima. Confira:
- Ampliar a participação das mulheres no poder, estabelecendo paridade como meta e definindo prazos e números para aumentar a presença feminina em cargos eletivos, de nomeação, lideranças do Legislativo e direções partidárias.
- Garantir o cumprimento das cotas eleitorais, com medidas para assegurar a aplicação das regras existentes.
- Aplicar a Lei nº 14.192/2021, que estabelece normas para prevenir, combater e punir a violência política contra a mulher, inclusive no ambiente digital.
- Estabelecer metas e orçamento para prevenir a violência contra as mulheres, com ações de educação para a igualdade, serviços especializados, medidas protetivas, investigação e respostas aos casos.
- Enfrentar o machismo como uma questão pública, com estratégias permanentes para combater normas e comportamentos que contribuem para a violência e para os estereótipos de gênero.
- Valorizar as trabalhadoras do cuidado, com formação, contratação formal, remuneração adequada e proteção social.
- Ampliar a igualdade no mercado de trabalho, garantindo às mulheres salário igual, trabalho formal e proteção social.
- Ampliar o acesso ao financiamento climático para mulheres que atuam na proteção dos territórios.
- Garantir a participação de mulheres na governança climática, com atenção especial à presença de mulheres indígenas, negras e quilombolas na formulação de políticas.
- Considerar gênero e raça nas políticas climáticas, utilizando esses critérios para avaliar os impactos e o alcance das medidas adotadas.