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Teatro infantojuvenil gratuito leva mistério dos vagalumes e debate ambiental a BH

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Local Indefinido

Infantil Gratuito Data

De 08/10/2026 até 12/11/2026


Créditos da imagem: Divulgação
Espetáculo “O Desaparecimento dos Vagalumes e a Máquina do Tempo”, da Mocada Artística, mistura teatro, música, humor e educação ambiental em sessões gratuitas em Belo Horizonte Espetáculo “O Desaparecimento dos Vagalumes e a Máquina do Tempo”, da Mocada Artística, mistura teatro, música, humor e educação ambiental em sessões gratuitas em Belo Horizonte

Maria Clara Landim

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25/09/26 às 12:21
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Uma cidade onde os vagalumes começam a perder o brilho, as estações deixam de se alternar e a floresta diminui aos poucos é o ponto de partida para uma aventura que mistura teatro, música, humor e educação ambiental. É nesse cenário que se passa O Desaparecimento dos Vagalumes e a Máquina do Tempo, espetáculo da Mocada Artística que terá apresentações gratuitas em três espaços de Belo Horizonte.

A circulação começa em 8 de outubro, às 19h30, no Teatro Raul Belém Machado, e continua em 7 de novembro, às 11h, no Centro Cultural Zilah Spósito. Depois, nos dias 11 e 12 de novembro, a montagem chega à Escola Municipal Jardim Leblon.

Além das apresentações, o projeto promove uma formação para professores no dia 11 de novembro. A atividade Diálogos da Arte com Educação Ambiental propõe aproximar práticas artísticas e educação ambiental, com estratégias para trabalhar questões relacionadas ao clima e à preservação da natureza em sala de aula.

Todas as apresentações são gratuitas e contam com interpretação em Libras. O projeto integra o Edital Descentra 2025, viabilizado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.

Uma investigação começa após o sumiço de Luma

Na história, o desaparecimento da vagalume Luma mobiliza um grupo de personagens em uma investigação que atravessa os mistérios de Luzilândia. Piri, conhecida como a fofoqueira oficial da cidade, Velho Candeeiro, Mário Luz e a excêntrica Luci partem em busca de respostas.

A investigação leva o grupo até uma antiga Máquina do Tempo, responsável por controlar o clima da cidade. O equipamento, porém, passa a apresentar problemas. Com a ajuda do inventor Jonas Faísca, a engenhoca ganha uma nova função: transforma-se em uma Máquina da Verdade, capaz de revelar mentiras e segredos.

A partir dessa aventura, a montagem constrói uma narrativa que conversa com crianças e adultos sem abandonar temas como natureza, política, memória e mudanças climáticas.

Para isso, a Mocada Artística combina elementos do teatro popular, música autoral e humor. A dramaturgia e a direção são de Leon Ramos, que também integra o elenco.

“Escrever e criar esse espetáculo foi um exercício de fazer um teatro que não subestima a inteligência da criança que está assistindo, mas ao mesmo tempo tem abertura pra ‘pataquada’ – e isso é uma delícia”, relata Leon Ramos.

Cultura popular entra em cena

A música ocupa um papel central na montagem. O repertório reúne composições originais e referências da cultura popular, com músicas de Mestre Ambrósio, Mestre Luiz Paixão e Siba.

A direção musical é de Rafael Goulart, com assistência de Leon Ramos, Mercedes Stephani e Giuli Paz. Goulart também possui trajetória ligada à cultura popular, com passagens por grupos como Boi Brilho do Horizonte, Mar de Morro, Humaitá Cultura Popular e Grupo Trovão de Minas.

As referências incluem manifestações como o maracatu de baque virado, o samba de coco e o bumba meu boi. Dessa forma, a trilha ajuda a construir o universo de Luzilândia e reforça a proposta de aproximar questões ambientais de diferentes linguagens artísticas.

Teatro também como ferramenta de educação

A proposta de formação para professores amplia o projeto para além do palco. Em Diálogos da Arte com Educação Ambiental, a companhia pretende discutir como teatro e cultura popular podem contribuir para abordar temas ambientais e climáticos na educação básica.

A iniciativa parte também da experiência dos próprios integrantes. O coletivo reúne artistas com trajetórias ligadas à educação, à formação teatral e à gestão cultural. Rafael Goulart, por exemplo, é formado em Geografia pela UFMG e leciona na rede estadual de Minas Gerais desde 2019.

“Como professor de Geografia na rede estadual, vejo todos os dias como a linguagem artística consegue abrir portas que a sala de aula tradicional às vezes não abre. Levar esse espetáculo para escolas é colocar em prática algo que defendo no meu trabalho: arte e educação andando juntas”, afirma Rafael Goulart.

Da formação no CEFART aos palcos de BH

A história da Mocada Artística começou em 2019, no Centro de Formação Artística e Tecnológica (CEFART), da Fundação Clóvis Salgado, no Palácio das Artes. O grupo surgiu a partir da primeira turma da instituição selecionada por ações afirmativas.

Formado por Giuli Paz, Gustavo Faraco, Izabelle Quites, Leon Ramos, Mercedes Stephani e Rafael Goulart, o coletivo estreou profissionalmente em 2022, ainda no contexto da formatura da turma. Na ocasião, apresentou Ópera Operária, com direção de Rainy Campos e Lucas Fabrício, e Pássaros na Boca ou As Coisas que Perdemos no Fogo: Um Cabaré Brutal, dirigido por Raquel Castro e Marcelo Veronez.

Desde então, a companhia desenvolveu trabalhos que aproximam cultura popular, literatura contemporânea e diferentes linguagens do teatro.

Em 2023, o grupo apresentou a cena The Kids na 24ª edição do Festival Cenas Curtas do Galpão Cine Horto.

Já O Desaparecimento dos Vagalumes e a Máquina do Tempo nasceu em 2025 como o primeiro espetáculo da Mocada voltado ao público infantojuvenil. Inicialmente produzido de maneira independente, sem verba, o trabalho contou com o apoio do Centro Cultural Liberarino Alves de Oliveira, que disponibilizou espaço para os ensaios.

A estreia aconteceu na Escola Municipal Virgílio de Melo Franco. Depois, a montagem passou pela Mostra Nóis por Nóis da UFMG, no Teatro Francisco Nunes; pelo projeto Férias nos Teatros do Circuito Municipal de Cultura, no Teatro Raul Belém Machado; pela Virada Cultural de Belo Horizonte 2026, no Parque Municipal; e pela 11ª Mostra Descontorno Cultural, no Centro Cultural Padre Eustáquio.

Agora, a montagem retorna ao Raul Belém Machado e amplia a circulação por outros espaços da capital.

Serviço

  • O Desaparecimento dos Vagalumes e a Máquina do Tempo
  • Direção e dramaturgia: Leon Ramos
  • Classificação: livre
  • Entrada: gratuita
  • Acessibilidade: interpretação em Libras
  • 8 de outubro de 2026 – 19h30
  • Teatro Raul Belém Machado
  • Rua Leonil Prata, 53 – Alípio de Melo
  • Entrada franca mediante retirada de ingressos na bilheteria.
  • 7 de novembro de 2026 – 11h
  • Centro Cultural Zilah Spósito
  • Rua Carnaúba, 286 – Zilah Spósito
  • Entrada franca.
  • 11 e 12 de novembro de 2026
  • Escola Municipal Jardim Leblon
  • No dia 11, também será realizada a formação “Diálogos da Arte com Educação Ambiental”, voltada aos professores da escola.

Mais informações no Instagram @mocadaartistica.