Rede tenta recuperar consumidores após alta de preços e avanço de concorrentes nos Estados Unidos
O Big Mac, carro-chefe do McDonald's, tem seu preço questionado em meio à queda nas vendas e ações da rede
O McDonald’s enfrenta uma queda nas vendas e no valor de suas ações, em um cenário marcado pela percepção de consumidores de que o cardápio ficou mais caro. Os papéis da companhia acumulam baixa de quase 31% desde o pico registrado em fevereiro e caminham para o pior resultado anual desde 2002.
A alta dos preços do McDonald’s também aparece no Índice Big Mac, da revista “The Economist”, que acompanha o valor do sanduíche em diferentes países. Nos Estados Unidos, o preço do Big Mac subiu aproximadamente 23% entre 2019 e o fim de 2025.
A rede aumentou os preços durante o período para compensar a elevação de custos com alimentos, salários e combustível. O movimento, porém, ocorre em um mercado no qual outras redes de fast-food também disputam consumidores em busca de opções consideradas mais acessíveis.
No último trimestre, as vendas do Burger King nos Estados Unidos cresceram 8,5%, enquanto o Taco Bell registrou avanço de 7%. No mesmo período, as vendas do McDonald’s avançaram apenas 0,8%, o ritmo mais lento em mais de um ano.
Para tentar recuperar consumidores, o McDonald’s anunciou um plano de investimentos de US$ 8,5 bilhões para os próximos anos. Os recursos serão destinados a tecnologia, reformas de restaurantes, melhorias na qualidade dos produtos e revitalização de áreas infantis.
A estratégia busca melhorar a experiência nos restaurantes e reforçar a percepção de custo-benefício entre os consumidores. A empresa também pretende otimizar o serviço oferecido nas unidades.
Os investimentos, no entanto, representam uma pressão adicional sobre os resultados financeiros da companhia no curto prazo. A expectativa do McDonald’s é que as melhorias ajudem a fortalecer a operação e a recuperar o movimento nos restaurantes ao longo dos próximos anos.