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Outubro Rosa: diagnóstico precoce do câncer de mama vai além do autoexame

Campanha reforça a importância da mamografia para detectar tumores em fase inicial; saiba quais sinais do corpo exigem avaliação médica imediata


Créditos da imagem: Freepik
Mamografia para diagnóstico do câncer de mama O laço rosa simboliza o Outubro Rosa, campanha de conscientização sobre o diagnóstico precoce do câncer de mama

Ana Clara Parreiras

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05/10/26 às 13:17 - Atualizado em 05/10/26 às 13:39
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A campanha Outubro Rosa reforça a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama e ajuda a desfazer um equívoco comum. O autoexame é uma ferramenta para que a mulher conheça o próprio corpo, mas não substitui a mamografia, exame capaz de identificar tumores em fases iniciais.

A Sociedade Brasileira de Mastologia aponta que o rastreamento mamográfico regular reduz a mortalidade pela doença entre 25% e 40%. Quando o diagnóstico ocorre em estágio inicial, as taxas de cura podem ultrapassar 95%.



Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que o Brasil deve registrar 78.610 novos casos anuais entre 2026 e 2028. Isso equivale a 71,57 casos para cada 100 mil mulheres, representando cerca de 30% de todos os novos tumores no público feminino, com exceção do câncer de pele não melanoma.

Para a ginecologista Roberta Brando, a percepção corporal e o rastreamento são estratégias complementares. “O autoexame não deve ser visto como um exame de rastreamento, porque ele costuma identificar alterações quando o tumor já pode ser palpável. A mamografia consegue encontrar lesões muito menores”, explica.

A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda mamografia anual para mulheres de risco habitual a partir dos 40 anos. Já o INCA, no âmbito do SUS, indica o rastreamento a cada dois anos para a faixa etária de 50 a 69 anos.

A idade é o principal fator de risco, com cerca de quatro em cada cinco casos ocorrendo após os 50 anos. Outros fatores incluem mutações genéticas hereditárias nos genes BRCA1 e BRCA2, sedentarismo, consumo de álcool e sobrepeso após a menopausa. A prática de atividade física, a manutenção do peso e a amamentação são associadas à proteção.

Sinais que exigem avaliação médica

Qualquer mudança persistente no corpo deve ser investigada sem esperar o próximo exame de rotina. Alguns sinais de alerta são:

  • nódulo endurecido, fixo e geralmente indolor;
  • alterações na pele, como vermelhidão ou aspecto de casca de laranja;
  • retração ou inversão recente do mamilo;
  • secreção espontânea com sangue ou transparente em apenas uma mama;
  • nódulos nas axilas ou no pescoço.

Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, 70% das mulheres atendidas pelo SUS descobrem o tumor sozinhas. A cobertura da mamografia no sistema público alcança apenas 33% da população-alvo.