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Mostra de Thelma Innecco na Funarte usa o barro para refletir sobre a humanidade

Funarte

Mostra de Thelma Innecco na Funarte usa o barro para refletir sobre a humanidade

Evento encerrado
  • Gratuito

Data

23/09 até 23/10

Qua, Qui, Sex, Sab, Dom | 14:00 - 20:00


Créditos da imagem: Thelma Innecco
Com obras da artista plástica Thelma Innecco e curadoria de Ana Emília Lobo, a mostra fica em cartaz na Funarte até o dia 23 de outubro e conta com entrada gratuita
Com obras da artista plástica Thelma Innecco e curadoria de Ana Emília Lobo, a mostra fica em cartaz na Funarte até o dia 23 de outubro e conta com entrada gratuita

Na exposição “Uns sobre os outros: História como corpo coletivo” o barro é usado para refletir a humanidade e também um ato de resistência. Com obras da artista plástica Thelma Innecco e curadoria de Ana Emília Lobo, a mostra fica em cartaz na Funarte até o dia 23 de outubro e conta com entrada gratuita.

De acordo com a curadora, a exposição pressupõe uma dicotomia. “Dispara uma reflexão sobre a serialização de corpos e subjetividades, mas também mostra o que dos outros nos habita”, ressalta.  A exposição será inaugurada em Belo Horizonte e segue para o Rio de Janeiro, onde ficará em cartaz de 20 dezembro a 20 janeiro na Casa França Brasil.

Thelma Innecco conta que a primeira obra da série Uns Sobre os Outros foi “Empilhadinhos” e que seu significado representa bem a exposição como um todo. “A peça Empilhadinhos mostra múltiplos corpos, horizontais, empilhados uns sobre os outros e essa série reflete as desigualdades, fragilidades e desamparos humanos e expõem as nossas próprias faltas, num tema aberto às diversas interpretações, já que correlatos em qualquer cidade do mundo. Um ato de resistência e de preservação de memória representado pela delicadeza das esculturas que arrebatam nossos afetos”, explica.

A curadora organizou a mostra em três ambientes e explica que “a exposição da artista Thelma Innecco apresenta o ser humano em episódios da memória coletiva, tecendo comentários estéticos sobre as relações humanas, através de movimentos transversais ao tempo histórico”.

Ao ser introduzido à exposição, o público encontra uma série de esculturas em cerâmica de corpos múltiplos, os quais instalam manobras de questionamento sobre as relações humanas a partir das dessemelhanças. “Afetos calorosos – coletivos e individuais – comungam do espaço com corpos serializados, eximidos de particularidades. Tal associação nos aproxima uns dos outros, nos faz recordar memórias íntimas, resgatando em nós o sentido de uma humanidade em curso”, revela a curadora.

Em uma das salas, é apresentado um curta-metragem realizado em colaboração entre Thelma Innecco e a cineasta Caren Moy. O filme propõe um diálogo de esculturas com vários documentos e arquivos históricos, fazendo uma escavação das memórias de resistência.

Em um terceiro espaço, o público é convidado à participação. Conduzidos por monitores, os visitantes poderão criar  suas próprias esculturas humanas para integrar a mostra.

A exposição é uma realização da Funarte, Ministério do Turismo e Secretaria Especial da Cultura e produção de 8 Cultural e Galeria Modernistas. O projeto foi contemplado pelo Edital Prêmio Funarte Artes Visuais 2020/2021.

Sobre a artista Thelma Innecco

A artista descobriu em 1992 suas potencialidades criativas no Centro de Artes Maria Teresa Vieira, no Rio de Janeiro, onde nasceu. Em um celeiro interessante e efervescente das artes, sua escolha foi o barro e, a partir dele, criou inúmeras obras e fez diversas exposições, uma individual e várias coletivas.

Sobre a curadora Ana Emília Lobo

Crítica e curadora, cofundadora da coletiva de pesquisa curatorial Napupila e idealizadora do programa de acompanhamento crítico Projeto Piloto. É doutora em Arte e Cultura Contemporânea pela UERJ, mestre pelo mesmo programa, especialista em Arte e Arquitetura no Brasil pela PUC-Rio e graduada em Ciências Sociais pela UFJF. Desde 2010, tem desenvolvido projetos, cursos e pesquisas em Artes Visuais para instituições como: EAV Parque Lage, no Rio de Janeiro/RJ; Instituto Moreira Salles, em São Paulo/SP; Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, no Rio de Janeiro/RJ; Museu de Arte do Rio, no Rio de Janeiro/RJ; dentre outras. Foi avaliadora de projetos do Ministério da Cultura e do Programas Culturais Caixa, da Caixa Econômica Federal; e também publicou as críticas reunidas no livro “Terra Incógnita”, organizado por Nina Zamapi, e premiado pela Lei de Incentivo à Cultura Murilo Mendes, em Juiz de Fora/MG.

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