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BH recebe oficinas gratuitas de construção de tambores e percussão; veja como participar

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Local Indefinido

Gratuito Data

De 07/11/2026 até 15/11/2026


Créditos da imagem: Divulgação
Guê Oliveira idealiza o projeto A Voz do Tambor, que promove oficinas gratuitas de construção de instrumentos e iniciação à percussão em Belo Horizonte Guê Oliveira idealiza o projeto A Voz do Tambor, que promove oficinas gratuitas de construção de instrumentos e iniciação à percussão em Belo Horizonte

Maria Clara Landim

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22/10/26 às 11:13
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Moradores de Belo Horizonte podem aprender a construir tambores artesanais e dar os primeiros passos na percussão brasileira sem pagar nada. O projeto A Voz do Tambor promove oficinas gratuitas em três territórios periféricos da capital mineira: Jardim Felicidade, Zilah Spósito e Tirol. As atividades começaram em 17 de outubro e seguem até 15 de novembro de 2026.

Idealizada pela musicista, pesquisadora e educadora Guê Oliveira, a iniciativa combina formação musical, construção de instrumentos e valorização dos saberes afro-brasileiros. Além disso, o projeto busca fortalecer os vínculos comunitários e ampliar o acesso à cultura, com atenção especial a adolescentes, jovens e mulheres.

As inscrições estão abertas para pessoas a partir de 12 anos. Cada território conta com até 20 vagas, e os interessados podem preencher o formulário disponível no link da bio do Instagram de Guê Oliveira, @gue.oliveira.

Oficinas ensinam a construir tambores e tocar ritmos brasileiros

Durante os encontros, os participantes acompanham diferentes etapas da produção de uma caixa de folia, instrumento também conhecido como tambor mineiro. A programação inclui desde a história e o simbolismo dos instrumentos até a montagem, a ornamentação e as primeiras técnicas de execução.

Os alunos também terão contato com o tambor e o pandeiro, além de praticarem ritmos populares e participarem de ensaios coletivos. Dessa forma, a proposta vai além do aprendizado musical e incentiva a troca de experiências entre os moradores.

Para Guê Oliveira, construir um instrumento também significa preservar e compartilhar histórias. A artista defende o fazer artesanal como uma maneira de transmitir conhecimentos entre gerações e aproximar as comunidades de suas referências culturais.

Outro destaque é o legado material da iniciativa. Ao final das atividades, o projeto prevê a permanência de cinco tambores e cinco pandeiros em cada território. Ao todo, serão 30 instrumentos produzidos durante as oficinas e destinados ao uso coletivo das comunidades.

Projeto terá apresentações e encontros comunitários em novembro

Além da formação, A Voz do Tambor prepara encerramentos com atividades abertas ao público. A programação prevê ensaios abertos, apresentações musicais dos alunos, exposição dos instrumentos confeccionados, exibição de registros das oficinas e rodas de conversa.

Confira as datas previstas para cada comunidade:

  • Jardim Felicidade: 7 de novembro de 2026;
  • Zilah Spósito: 12 de novembro de 2026;
  • Tirol: 15 de novembro de 2026.

As celebrações marcam o encerramento do percurso formativo em cada território e permitem que os participantes compartilhem os resultados do trabalho com outros moradores.

Quem é Guê Oliveira, idealizadora de A Voz do Tambor?

Guê Oliveira é o nome artístico de Gladys Cristina de Oliveira, musicista, cantora, percussionista, educadora, produtora e pesquisadora da cultura popular. Mulher negra, ela reúne experiências acadêmicas e práticas ligadas à educação popular, aos movimentos sociais e às manifestações culturais brasileiras.

A artista é licenciada em História pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), especialista em Trabalho, Educação e Movimentos Sociais pela Fiocruz e mestra em Geografia pela Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Sua relação com a construção de instrumentos começou em 1996, durante o FESTIVALE. Na ocasião, ela conheceu o trabalho do Coral de Lavadeiras, do violeiro Pereira da Viola e de Carlinhos Ferreira, que tocava caixa de folia.

Sem condições financeiras para comprar um instrumento, Guê construiu o primeiro tambor com a ajuda de Carlinhos. Batizado de Marianinha, ele surgiu da combinação de materiais como lata de tinta, madeira de peneira, couro, cordas e retalhos de tecido.

A experiência despertou seu interesse pela luteria, área dedicada à construção e ao reparo de instrumentos musicais. Desde então, a artista passou a relacionar a confecção artesanal de tambores à transmissão de conhecimentos tradicionais e à criação de possibilidades de acesso à música.

Ao longo de sua trajetória, Guê também participou de oficinas com catadores de papel, pessoas em situação de rua, crianças e educadores, além de desenvolver atividades em comunidades e assentamentos rurais. O Congado, por sua vez, ocupa um lugar central em sua formação rítmica e cultural.

Com A Voz do Tambor, a artista leva essa experiência a novas comunidades de Belo Horizonte e incentiva os participantes a se apropriarem dos instrumentos e dos conhecimentos compartilhados durante a formação.

Como participar das oficinas gratuitas em BH?

  • Projeto: A Voz do Tambor – construção de instrumentos e iniciação à percussão
  • Período: 17 de outubro a 15 de novembro de 2026
  • Locais: Jardim Felicidade, Zilah Spósito e Tirol, em Belo Horizonte
  • Público-alvo: Pessoas a partir de 12 anos, com atenção especial a adolescentes, jovens e mulheres
  • Vagas: Até 20 por território
    Inscrições: Gratuitas, pelo formulário disponível no link da bio do Instagram @gue.oliveira

Realização: Projeto viabilizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, idealizado por Guê Oliveira, com produção da Fina Fazedoria, gestão da Urutu Produções, comunicação da Fruto e assessoria de imprensa da Infinita Comunicação.