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Tudo é Jazz destaca a potência da música instrumental mineira em conexão com artistas nacionais

Local não informado

Tudo é Jazz destaca a potência da música instrumental mineira em conexão com artistas nacionais

Evento encerrado
  • Gratuito

Data

16/06 até 17/06

Qua, Qui | 20:00 - 23:55


Créditos da imagem: Luísa Loes
Na quinta-feira (17), a mineira Nath Rodrigues se apresenta na Casa de Gonzaga e exibe seu diversificado talento como multi-instrumentista, cantora, compositora, educadora musical e experimentadora das artes cênicas
Na quinta-feira (17), a mineira Nath Rodrigues se apresenta na Casa de Gonzaga e exibe seu diversificado talento como multi-instrumentista, cantora, compositora, educadora musical e experimentadora das artes cênicas

O Tudo é Jazz anuncia sua edição 2021, agora com curadoria do músico e colaborador frequente do festival, Túlio Mourão. A programação realça artistas consolidados do instrumental nacional ao lado de talentos mineiros, sempre apontando valores que significam a renovação da cena. O público vai poder assistir as apresentações nos dias 16 e 17 de junho, a partir das 20 horas, em formato online e gratuito, pelo canal do festival no Youtube e também pelo site www.tudoejazz.com. 

O festival segue afirmando seus paradigmas de origem. “Mantemos a configuração em mão dupla, na qual artistas criam prestigiosa moldura e dividem palcos e holofotes de mídia com os talentosos músicos mineiros”, reitera Túlio Mourão. O Tudo é Jazz teve que se adaptar às condições da pandemia e o maior desafio tem sido garantir a segurança dos músicos, equipe e público. Para isso, o formato do evento passou a ser 100% online desde o ano passado.

Ouro Preto

Ouro Preto se mantém como o cenário das apresentações e as filmagens foram realizadas em teatro e em pontos turísticos da cidade, com todo cuidado possível e com toda a equipe testada. O foco é divulgar e valorizar os músicos locais de Minas Gerais e também a sede do festival por todos estes anos. “Ouro Preto é um lugar sem igual, sua energia e arquitetura combinadas ao jazz criam uma atmosfera maravilhosa e única, valorizar esta cidade nesta versão online reafirma nosso compromisso com a cidade e vice-versa", diz Rud Carvalho, diretor do Tudo é Jazz.

Túlio Mourão reafirma que Ouro Preto reúne condições excepcionais para abrigar o Tudo é Jazz pela exemplar aderência ao eixo conceitual do evento que é de se constituir em experiência diferenciada e envolvente. “A cidade é onde a sofisticação da música encontra eco e diálogo com a paisagem, a arquitetura, a história e a irresistível atmosfera da arte nos resgatando das mediocridades do cotidiano”, assevera o curador.

Novas possibilidades - “A pandemia foi um choque para todos nós, principalmente para trabalhadores da área de cultura e eventos, e nos forçou a nos digitalizar. Com isso aprendemos muito sobre as possibilidades de alcance de um evento online que possibilita ter pessoas assistindo aos shows de outros países e estados”, comenta Rud. 

Ele diz que estes aprendizados irão se perdurar e, após a pandemia, pretende manter estas novas características. "O projeto do Tudo é Jazz que hoje é online poderá se tornar híbrido no futuro", aponta o diretor do festival.

Programação

Dia 16 de junho - A mineira Sílvia Gomes abre o festival, na quarta-feira,. A artista é dona de um canto vigoroso , que busca força na ancestralidade evocando crônicas de uma Ouro Preto que é ao mesmo  tempo cidade, sociedade e cultura erguidas sobre o trabalho escravo negro. A apresentação vai acontecer no Terraço da Escola de Minas da UFOP.

Silvia  Gomes evidencia  temas  como  lutas  e  resistências  da  essência  humana  nas  raízes brasileiras. No  repertório,  pérolas  de Sérgio  Pererê, Mestre  Jonas,Ivan  Lins  /Celso Viáfora, Dorival Caymmi,Dona Ivone Lara, Ewerton Formiga /Sidney Melodia, Aldir  Blanc,Miguel  dos  Anjos, Dé  Lucas,  João  Nogueira  e  Paulo  César Pinheiro.

Acompanham  Silvia  Gomes  neste  show  os músicos Fernando Costa (Violão), Wesley  Procópio  (Trombone),Tiago  Valentim  (Percussão)e  Gegê Mendes (Percussão).

Ainda no dia 16 de junho, a trajetória de pianista, compositor e arranjador do mineiro Túlio Mourão se une à percussão do multi-instrumentista baiano Marco Lobo, para uma performance especial para o Tudo é Jazz, no Teatro da Orquestra de Ouro Preto.

Túlio Mourão tem uma história preciosa dentro da Música Brasileira. Integrou a banda Mutantes na fase do rock progressivo e integrou a banda de artistas consagrados, como Milton Nascimento, Maria Bethânia, Chico Buarque, Ney Matogrosso, Fagner, dentre outros. Sua discografia reúne 15 CDs lançados, dentre trilhas orquestrais, canções e jazz/instrumental, além dos principais prêmios por trilhas sonoras para o cinema.

Autodidata, Marco Lobo iniciou a carreira em Salvador e, há mais de 30 anos, vive no Rio de Janeiro. Durante muitos anos, integrou bandas de artistas de renome da música nacional e internacional.  Em 2010, Marco Lobo decidiu se dedicar à carreira solo no Brasil e no exterior. Possui três CDs e um DVD lançados, ministra oficinas e workshops, cria e executa projetos musicais que consolidam a música instrumental brasileira ao redor do mundo..

Dia 17 de junho - Na quinta-feira, a mineira Nath Rodrigues se apresenta na Casa de Gonzaga e exibe seu diversificado talento como multi-instrumentista, cantora, compositora, educadora musical e experimentadora das artes cênicas.

Ao longo de seus 15 anos de carreira, Nath Rodrigues já integrou orquestras, grupos instrumentais e acompanhou diversos artistas da cena musical mineira. Lançou seu primeiro disco solo, Fractal, em 2019 e se prepara para o lançamento de seu segundo álbum, Fio, com produção e acompanhamento de Pedro Cambraia, o Cido. Fio é a linha que conecta canção, música instrumental, referências da world music e retorna às suas raízes profundas em solo brasileiro.

No mesmo dia, Chico Amaral Quarteto se apresenta no Teatro da Orquestra de Ouro Preto. São quatro músicos tarimbados e muito queridos pelo público: Chico Amaral no saxofone, Lincoln Cheib na bateria, Enéias Xavier no baixo e Magno Alexandre na guitarra.

O quarteto vai mostrar um repertório que privilegia a música de Minas e o melhor da música instrumental brasileira. Os standards jazzísticos também são contemplados, bem como composições autorais. Cada apresentação se torna única: na melhor tradição dos músicos de jazz, a improvisação faz parte dos shows do quarteto.

Outro encontro promete mais uma grande performance no Teatro da Orquestra de Ouro Preto: Gilson Peranzzetta e Marcel Powell.  Um encontro de gerações e de talentos que une o encantamento e a exuberância do piano do maestro Peranzzetta, ao arrebatamento e impetuosidade do violão de Marcel Powell. 

Gilson Peranzzetta e Marcel Powell fazem solos, e também tocam juntos, trocando funções, buscando novas dinâmicas e sonoridades. No repertório do duo, composições de Baden Powell, Tom Jobim, Carlos Lyra, Garoto, dentre outros grandes nomes da música.