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Aleijadinho: ópera inédita sobre o mestre do Barroco Mineiro em cartaz no Palácio das Artes

Palácio das Artes

Aleijadinho: ópera inédita sobre o mestre do Barroco Mineiro em cartaz no Palácio das Artes

Data

14/05 até 20/05

Seg, Qua, Sex, Sab | 20:00 - 22:00


Créditos da imagem: Paulo Lacerda
Com récitas nos dias 14, 16, 18 e 20 de maio de 2022, a produção será encenada em Belo Horizonte com ingressos a partir de R$ 17,50
Com récitas nos dias 14, 16, 18 e 20 de maio de 2022, a produção será encenada em Belo Horizonte com ingressos a partir de R$ 17,50

Após estreia em Ouro Preto, a montagem Aleijadinho, produção operística da Fundação Clóvis Salgado, chega ao Palácio das Artes. Com récitas nos dias 14, 16, 18 e 20 de maio, a produção inédita em Belo Horizonte será encenada com ingressos a partir de R$ 17,50. A ópera baseia-se em fatos da vida do Mestre Antônio Francisco Lisboa, reconhecido internacionalmente como referência do Barroco Mineiro cujas obras se encontram em diferentes cidades do Estado, especialmente em Ouro Preto e Congonhas.

Essa montagem de Aleijadinho integra a programação do Ano da Mineiridade, da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult), projeto criado para celebrar os elementos que compõem a assinatura mineira, com suas tradições, costumes e histórias. O Ano da Mineiridade será marcado por inúmeras iniciativas que celebram a diversidade da produção artística no estado, aproximando municípios e promovendo uma maior transversalidade entre os setores da cultura e do turismo e de todos os profissionais envolvidos nesses segmentos.

Segundo o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, o Ano da Mineiridade é uma ação que celebra todas as características de Minas Gerais. “A ópera Aleijadinho vem ao encontro do nosso desejo de celebrar Minas Gerais. Ela condensa uma série de elementos que compõem a nossa rica diversidade artística e cultural. Por meio dessa montagem, vamos celebrar quem somos, celebrar nossas cidades, nossa arte e a nossa intensa e rica cultura, além de dar visibilidade à história desse grande artista negro, Antônio Francisco Lisboa, o maior representante do Barroco mineiro, reconhecido em todo o mundo, patrimônio da Humanidade UNESCO”, comemora Leônidas Oliveira. 

Para Eliane Parreiras, presidente da Fundação Clóvis Salgado, com essa nova montagem a FCS reafirma o seu papel como uma grande formadora de público no campo operístico em Minas Gerais, difundindo programas e promovendo espetáculos. “Ao apresentar a vida e obra de Aleijadinho, o maior artista do Barroco Mineiro, aborda-se não somente a história de um dos maiores ícones da mineiridade, mas um movimento artístico que tomou o caminho da criatividade e da transfiguração de símbolos e valores para uma verdadeira arte nacional. É muito importante para a Fundação Clóvis Salgado realizar essa montagem a partir da história de Aleijadinho, difundindo a cultura mineira, fomentando a produção operística nacional, estimulando novas plateias e celebrando o Ano da Mineiridade”, destaca Eliane Parreiras.

Para o Instituto Cultural Vale, a vida de Aleijadinho e toda a sua produção artística precisam ser, sempre, lembradas, compartilhadas e experimentadas por todas as gerações. “E o Instituto, que fomenta as múltiplas manifestações artísticas brasileiras, tem a imensa alegria de ser também parte dessa celebração do maior artista do Barroco mineiro, e, por meio dele, de celebrar também as Minas Gerais”, afirma Hugo Barreto, diretor presidente do Instituto Cultural Vale.

Obra inédita contemporânea

A montagem de Aleijadinho não representa apenas a produção de uma nova montagem realizada pela FCS, mas, principalmente, a oportunidade oferecida ao público de estar diante de uma obra inédita, libreto e composição, criados por artistas contemporâneos. Para a escrita do libreto, houve uma intensa pesquisa histórica para a construção da narrativa. Todos os personagens da ópera são reais e a cronologia é bem amarrada com os acontecimentos da época. O desenvolvimento dramático, no entanto, é ficcional, como o encontro de Aleijadinho com os Inconfidentes em uma taberna em Vila Rica ou com Lobo de Mesquita na Igreja do Carmo. Para fazer esse amálgama de ficção com realidade, o libretista André Cardoso usou em algumas passagens textos originais de Tomás Antônio Gonzaga e Alvarenga Peixoto, assim como o de um Lundu mineiro do século XVIII. Há ainda cenas baseadas em uma tese da historiadora Isolde Venturelli, da década de 1980 que, mesmo não sendo comprovada, tem uma grande carga dramática.

A história de vida de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, já foi transposta inúmeras vezes para a ficção em diferentes meios de expressão, faltava uma Ópera. Convencido das possibilidades dramáticas sobre a vida do escultor, André Cardoso rascunhou os primeiros esboços em forma de roteiro em julho de 2009, quando apresentou a ideia ao maestro e compositor Ernani Aguiar, que imediatamente se entusiasmou pelo projeto. Com a proximidade dos 280 anos do artista, nascido em alguma data desconhecida entre 1737 e 1738, a ideia foi retomada e o libreto concluído em 2016, sendo repassado ao compositor. A proposta inicial seria de encenar a ópera para celebrar os 300 anos de Minas Gerais, mas, com a pandemia, foi necessário adiar. Como o enredo se conecta diretamente com as comemorações dos 200 anos da independência do Brasil, a data foi alterada para 2022.

Serviço
Ópera Aleijadinho
Local: Grande Teatro Cemig Palácio das Artes / Av. Afonso Pena, 1537 – Centro
Datas: 14, 16, 18 e 20 de maio de 2022 - Horário: 20h
Preços: Plateias I e II, R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia-entrada); Plateia superior: R$ 35,00 (inteira) e R$ 17,50 (meia-entrada)

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