Carnaval 2026

Blocos que já deixaram saudade: 8 momentos marcantes do Carnaval de BH

Confira alguns dos momentos marcantes do Carnaval de BH e relembre episódios que ficaram na memória dos foliões


Créditos da imagem: Reprodução / Redes sociais
Multidão ocupa as ruas durante o carnaval de BH 2026, que registrou recorde de público e impacto bilionário na economia mineira Multidão ocupa as ruas durante o carnaval de BH 2026, que registrou recorde de público e impacto bilionário na economia mineira

Maria Clara Landim

|
19/02/26 às 10:03 - Atualizado em 19/02/26 às 12:34
compartilhe

O carnaval de Belo Horizonte cresce a cada ano e, com ele, surgem cenas que entram para a memória coletiva da cidade. Teve multidão histórica, bronca do alto do trio, pedido de casamento, revelação de bebê, tecnologia policial e até polêmica que acendeu o debate sobre segurança.


Leia também:


Relembre alguns dos episódios que marcaram a folia e seguem rendendo conversa entre os foliões:

Multidão histórica no Bloco Marinada, de Marina Sena

A estreia do Bloco Marinada, comandado por Marina Sena, elevou o patamar do carnaval de BH em 2026. A organização calculou cerca de 400 mil pessoas no entorno do Mineirão, na Pampulha, número que surpreendeu até a própria equipe.

O momento mais emblemático aconteceu antes mesmo do show começar. A cantora precisou de escolta para conseguir chegar ao trio elétrico em meio à multidão. “Quase não consegui entrar no meu próprio trio”, afirmou depois.

Por outro lado, foliões relataram atraso de duas horas, dificuldade de circulação, calor intenso e acesso limitado à água. A organização reconheceu que a dimensão do público impactou a operação e prometeu rever a estrutura para as próximas edições.


Antes de Zé Felipe, “Alô, Virginia” embala a Pampulha

Minutos antes de Zé Felipe subir ao trio na região da Pampulha, o DJ tocou “Alô, Virginia”, música associada à influenciadora Virgínia Fonseca, ex-companheira do cantor.

O público cantou em coro enquanto o artista ainda estava no camarim do trio. O gesto viralizou nas redes e se tornou um dos assuntos mais comentados daquele dia de carnaval.

Apesar do atraso superior a uma hora, o show seguiu com repertório de hits e participação intensa da plateia.


Luísa Sonza interrompe show e repreende folião

Durante apresentação no Bloco dos Gêmeos, a cantora Luísa Sonza interrompeu o show ao perceber uma confusão no meio do público.

Do alto do trio, ela chamou a atenção de um homem que, segundo relatou, estaria agredindo uma mulher. A artista exigiu respeito e só retomou a apresentação após reforçar o recado. Parte da multidão reagiu com gritos de apoio.

A Polícia Militar estimou cerca de 70 mil pessoas no desfile. O episódio repercutiu nas redes e reforçou o debate sobre segurança e responsabilidade coletiva na folia.


Pedido de casamento no meio do bloco

O carnaval também foi cenário para romance. No desfile do Bloco Beiço do Wando, na Avenida Brasil, um folião pediu a namorada — integrante do bloco — em casamento em plena bateria.

A surpresa arrancou aplausos e emocionou quem acompanhava. A cena reforça como o carnaval de BH, além da festa, se tornou palco de histórias pessoais que ganham dimensão coletiva.



Vendedora pede microfone e canta Ivete e Claudia no Baianeiros

O trio do Baianeiros ganhou uma voz inesperada no Centro de BH. A ambulante Dayane Sales, credenciada para vender bebidas, chamou atenção dos músicos com um cartaz pedindo para cantar — e conseguiu.

Ela subiu ao trio e soltou a voz em sucessos de Ivete Sangalo e Claudia Leitte, arrancando aplausos da multidão que acompanhava o bloco pela Avenida Amazonas.

Dayane contou que estava no quarto dia consecutivo ajudando o marido a vender cerveja e que aquele era o primeiro carnaval em que não cantava. “Eu já tô rouca. Eu já tô há quatro dias vendendo cerveja. É o primeiro carnaval que eu não canto”, disse no trio.


Nattan desfila no capô após show e gera debate

Depois de arrastar uma multidão no trio, o cantor Nattan decidiu continuar a celebração pelas ruas do Centro da capital.

Ele apareceu em vídeos circulando pela Avenida Afonso Pena com o corpo para fora do teto solar e, em outro momento, desfilando em cima do capô de um carro no meio dos foliões. “Estou em êxtase!”, declarou nas redes sociais.

Durante o percurso, o artista ganhou uma boneca do público e a levou consigo para São Paulo. No entanto, a cena também gerou debate. O Código de Trânsito Brasileiro considera infração grave conduzir pessoas nas partes externas do veículo, salvo autorização específica. A penalidade prevista inclui multa e pontos na carteira.

Assim, além da euforia, o episódio trouxe à tona a discussão sobre segurança e responsabilidade durante grandes eventos.



Ready-to-drink e consumo consciente dominam a folia

O carnaval 2026 também confirmou uma tendência de mercado: a consolidação das bebidas ready-to-drink (RTD) como protagonistas da festa.

Em meio a altas temperaturas e jornadas prolongadas de blocos, consumidores passaram a buscar opções mais leves, práticas e com teor alcoólico moderado. Além disso, embalagens em lata, exigidas por questões de segurança, facilitaram a adesão.

Em Minas Gerais, marcas locais apostaram em ingredientes naturais, menor carga calórica e composição transparente. O movimento “sober curious”, que propõe um consumo mais consciente, sem necessariamente abrir mão da bebida, influenciou especialmente o público jovem.


Do trio ao debate sobre segurança

Nem só de música se fez a folia. A Polícia Militar utilizou drones e reconhecimento facial para localizar foragidos da Justiça durante os dias de festa. Segundo balanço parcial, quase 20 pessoas foram presas com auxílio da tecnologia.

Além disso, denúncias de sexo em via pública na passarela da Rua Januária, no bairro Floresta, provocaram indignação de moradores e reforço policial na região. O caso ampliou a discussão sobre limites, convivência urbana e segurança durante grandes eventos.