Cultura

Autor ocupa ruas de BH e transforma respostas em parte de livro

Hector Voss percorre espaços públicos da capital com uma máquina de escrever e convida o público a responder ao dilema central de seu novo livro


Créditos da imagem: Ana Clara Parreiras - SouBH
Escritor usa máquina de escrever para provocar BH Autor monta uma estrutura com máquina de escrever em pontos da capital e conversa com quem aceita responder ao dilema do livro

Ana Clara Parreiras

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28/09/26 às 18:11 - Atualizado em 28/09/26 às 18:13
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Você deixaria alguém que ama colocar a própria vida em risco para realizar um sonho? É essa a pergunta que Hector Voss, 29, leva para as ruas de BH enquanto apresenta o projeto do livro Kotov. Auxiliar administrativo e escritor, ele desenvolve a história desde 2018 e usa uma máquina de escrever para ouvir as respostas de quem passa por locais como a Praça da Liberdade, a Pampulha e o Buritis.



Hector Voss leva Kotov para as ruas de BH

O autor percorre espaços públicos da capital com uma pequena estrutura montada para receber quem quiser parar e conversar. O objetivo é apresentar parte do dilema que conduz a história e descobrir o que diferentes pessoas fariam diante da situação.

No livro Kotov a questão envolve duas possibilidades: deixar que uma pessoa querida tente realizar o maior sonho da vida, mesmo diante de um risco grave, ou interferir para impedir que isso aconteça e preservar sua vida.

A situação criada por Hector envolve alguém que recebe uma oportunidade de realizar um sonho, mas precisa colocar a própria vida em risco para isso. Uma pessoa próxima tem a chance de impedir que a decisão seja tomada.

O problema é que não há espaço para uma conversa ou para uma solução intermediária. A escolha precisa ser feita por quem recebe a possibilidade de interferir. “Caiu no seu colo, você tem que decidir”, explica Hector.

Público participa da construção da história

A ida para as ruas começou depois que Hector percebeu que amigos e familiares apresentavam respostas diferentes para o mesmo dilema.

A experiência passou, então, a fazer parte do projeto literário. Mesmo com os quatro livros já escritos, o autor afirma que as respostas recebidas durante as conversas terão influência na história. “A opinião de cada um vai influenciar na história”, afirma.

Quem encontrar Hector com a máquina de escrever pode parar, conversar e responder à pergunta.