Cultura

Avenida Cultural transforma a Afonso Pena em corredor de arte, turismo e patrimônio em Belo Horizonte

Avenida Cultural transforma Afonso Pena, conectando espaços culturais e ampliando o Circuito Liberdade em BH


Créditos da imagem: Fronteira, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons
Afonso Pena O projeto foi apresentado nesta semana e amplia a atuação do Circuito Liberdade, que agora incorpora novos espaços ao seu percurso cultural

Maria Clara Landim

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22/06/26 às 09:29 - Atualizado em 22/06/26 às 13:07
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A Avenida Afonso Pena, uma das principais vias de Belo Horizonte, passa a assumir um novo papel na cena cultural da capital. Com o lançamento da Avenida Cultural, iniciativa do Governo de Minas e do Cine Theatro Brasil, o espaço se transforma em um grande corredor de arte, patrimônio, turismo e economia criativa, conectando equipamentos culturais do Centro à região da Serra do Curral.


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O projeto foi apresentado nesta semana e amplia a atuação do Circuito Liberdade, que agora incorpora novos espaços ao seu percurso cultural. Entre os equipamentos que passam a integrar a rede estão o Parque Municipal Américo Renné Giannetti, a Casa Baanko, o Centro de Entretenimento de Arte e Cultura (Ceac), localizado no Edifício Acaiaca, além do Automóvel Clube e da Igreja São José.

Esses locais se unem a instituições já consolidadas na região, como o Cine Theatro Brasil, o Palácio das Artes, a CâmeraSete, o P7 Criativo, o Mercado das Flores, o Museu do Judiciário Mineiro e o Museu dos Brinquedos. Dessa forma, a Avenida Cultural cria um percurso contínuo de experiências que atravessa diferentes expressões artísticas, arquitetônicas e históricas de Belo Horizonte.

Segundo o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, a iniciativa busca fortalecer a identidade cultural mineira por meio da ocupação dos espaços urbanos.

“Ao integrar patrimônios, manifestações artísticas e paisagens urbanas ao longo da Afonso Pena, o projeto transforma a avenida em um convite permanente para descobrir a essência de Belo Horizonte”, destaca.

Programação ocupará o Centro de BH ao longo do ano

Além de conectar espaços culturais, a Avenida Cultural contará com uma programação permanente. Entre os destaques está a quinta edição da Festa da Luz, que acontece entre os dias 25 e 28 de junho e ocupará locais como a Praça da Estação, o Viaduto Santa Tereza e a Praça Fuad Noman.

Nos meses seguintes, o projeto prevê intervenções artísticas em diferentes pontos da cidade. Em julho, a Companhia de Dança Palácio das Artes se apresenta na Rodoviária de Belo Horizonte. Já em agosto, os corpos artísticos da Fundação Clóvis Salgado promovem um flash mob na Praça Sete.



Outro destaque será o Quarteirão das Artes, marcado para setembro. O evento reunirá atrações de música, dança, gastronomia, fotografia e economia criativa, reforçando a proposta de ocupar o espaço urbano com atividades culturais gratuitas.

A programação também contempla ações voltadas para o público infantil. Em outubro, o Cine Theatro Brasil recebe a mostra Cine Brasil de Teatro Infantil, enquanto o Cefart promove o Dia do Pequeno Artista. Já em novembro, o Coral Lírico de Minas Gerais realiza uma apresentação especial na Igreja São José.

Travessias Urbanas propõem novo olhar sobre Belo Horizonte

Entre as novidades da Avenida Cultural estão os percursos gratuitos chamados Travessias Urbanas. A primeira rota, intitulada “Povos Indígenas, Art Déco e Cosmologias do Centro”, convida moradores e turistas a explorarem patrimônios históricos e manifestações artísticas da região central.

O trajeto conecta pontos como o Edifício Acaiaca, o Cine Theatro Brasil, a Igreja São José e os murais do projeto CURA. Ao longo do percurso, o público poderá conhecer histórias ligadas à ancestralidade indígena, à arte pública e à memória urbana da capital mineira.

Com a iniciativa, Belo Horizonte ganha não apenas uma nova rota cultural, mas também uma estratégia de valorização do Centro da cidade. Ao integrar arte, turismo e patrimônio em um mesmo circuito, a Avenida Cultural busca estimular a circulação de moradores e visitantes por espaços que ajudam a contar a história da capital.