Programação reúne oficinas, visitas criativas e exposições, convidando o público a vivenciar a arte em janeiro
Atividades do Ateliê Aberto integram a programação de férias da Casa Fiat de Cultura, que oferece oficinas e visitas criativas gratuitas em diálogo com exposições em cartaz durante o mês de janeiro
Arte, experimentação e encontros dão o tom da programação especial de férias da Casa Fiat de Cultura. Ao longo de todo o mês de janeiro, o espaço oferece atividades gratuitas que convidam o público a vivenciar a arte de forma prática, sensível e coletiva. Crianças, jovens e adultos encontram propostas que estimulam a curiosidade, a participação e o diálogo com as exposições em cartaz.
Além disso, a agenda reúne oficinas do Ateliê Aberto e visitas criativas mediadas, sempre conectadas às mostras “Rembrandt – O mestre da luz e da sombra”, “Pausa para o devir” e “Volta Funda”. Dessa forma, a experiência vai além da contemplação e incentiva o envolvimento direto com a arte.
Entre os destaques da programação está o Ateliê Aberto “Poética da impressão”, que convida o público a experimentar a gravura em metal. Inspirada em artistas como Rembrandt, a atividade apresenta todas as etapas do processo criativo. Primeiro, os participantes constroem a matriz com materiais reciclados. Em seguida, acompanham o momento da impressão, quando a imagem finalmente ganha forma no papel.
Assim, a oficina revela como cada gravura nasce única, resultado do encontro entre tinta, pressão e gesto. A atividade acontece aos sábados e domingos, às 10h30 e às 15h, além das quintas-feiras, às 19h30.
Enquanto isso, o Ateliê Aberto “Entre dobraduras e capivaras”, realizado de terça a sexta-feira, às 15h30, propõe a criação de um origami de capivara. A prática artística, no entanto, vai além da técnica. Por meio da dobradura em papel, os participantes refletem sobre retorno, adaptação e transformação.
Nesse sentido, a atividade dialoga diretamente com a exposição “Volta Funda”, de Eduardo Fonseca. A capivara, símbolo da convivência entre cidade e natureza, surge como metáfora da redescoberta do território e do próprio olhar.
Além das oficinas, a programação de férias inclui uma série de visitas criativas, realizadas de terça a sexta-feira. Nessas atividades, o público é convidado a explorar as exposições de forma interativa e lúdica.
Às terças-feiras, a visita “Detetives da Casa Fiat de Cultura” transforma a mediação em um jogo de investigação. Famílias e grupos recebem pistas visuais e são incentivados a desvendar detalhes e narrativas das obras.
Já às quartas-feiras, a visita “Entre a luz e a sombra: a humanidade revelada nas gravuras de Rembrandt” utiliza um baralho de cartas de mediação. A proposta estimula a observação sensível e o diálogo sobre temas como corpo, emoção e tempo.
Por outro lado, às quintas-feiras, a atividade “Luz e sombra da imaginação” apresenta a trajetória de Rembrandt de forma acessível. Para isso, a mediação se apoia na leitura compartilhada de um livro ilustrado.
Por fim, às sextas-feiras, a visita “A aula de anatomia do Dr. Tulp” parte de uma das obras mais conhecidas do artista holandês. A atividade propõe um exercício coletivo de criação do corpo humano, valorizando o acaso e a diversidade de interpretações.
Todas as visitas são gratuitas e contam com distribuição de senhas, por ordem de chegada.
A exposição “Rembrandt – O mestre da luz e da sombra” reúne 69 gravuras originais do artista holandês, produzidas entre 1629 e 1665. Com curadoria do historiador Luca Baroni, a mostra apresenta diferentes fases da produção de Rembrandt.
Ao longo do percurso, o público encontra retratos, paisagens, cenas bíblicas e situações do cotidiano. Em comum, todas as obras revelam a intensa investigação do artista sobre a condição humana. A exposição segue em cartaz até 25 de janeiro de 2026.
Outra atração é a mostra “Pausa para o devir”, da artista e educadora Stela Barbieri. Em cartaz até 8 de fevereiro de 2026, a exposição reúne obras da artista em diálogo com produções da comunidade escolar da Fundação Torino.
Com curadoria de Marconi Drummond, a mostra cria ambientes imersivos que convidam o público a revisitar memórias, reinventar percursos e imaginar futuros. Assim, arte e educação se encontram em uma experiência coletiva e sensorial.
Já a exposição “Volta Funda”, de Eduardo Fonseca, apresenta uma leitura poética da cidade. Personagens, arquiteturas e símbolos urbanos constroem uma narrativa afetiva sobre pertencimento e identidade. A mostra pode ser visitada até 25 de janeiro de 2026.
Além das exposições temporárias, a Casa Fiat de Cultura abriga o painel “Civilização Mineira” (1959), de Cândido Portinari. A obra está em exibição permanente no hall principal do espaço.
Tombado pelo IPHAN, o painel retrata a mudança da capital mineira e outros marcos da história do estado. Trata-se do maior painel de Portinari em Minas Gerais.
Com quase duas décadas de atuação, a Casa Fiat de Cultura se consolidou como um dos principais espaços culturais do país. Ao longo de sua trajetória, já recebeu mais de 4,5 milhões de visitantes.
Além disso, o Programa Educativo desenvolve ações voltadas à acessibilidade, como materiais em Braille, atendimento em Libras e réplicas de obras em 3D. Integrante do Circuito Liberdade, o espaço segue apostando na arte como ferramenta de transformação social e diálogo com o público.