Veja como chegar, endereço, transporte, estacionamento, horário de funcionamento, entrada e o que conhecer no Cemitério da Saudade
Cemitério da Saudade, na Região Leste de Belo Horizonte
O Cemitério da Saudade é um dos espaços que ajudam a contar a história de Belo Horizonte. Inaugurado em 1942, durante a administração do então prefeito Juscelino Kubitschek, o local é a segunda necrópole mais antiga da capital mineira.
Localizado na Região Leste de Belo Horizonte, o cemitério foi criado originalmente com o conceito de cemitério-parque para atender principalmente a população da região. Diferentemente do Cemitério do Bonfim, conhecido por seus grandes mausoléus e túmulos ligados à elite política e econômica de Minas Gerais, o Saudade guarda uma forte relação com a história das classes populares da cidade.
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Além dos jazigos, o espaço reúne manifestações de arte funerária popular, locais de devoção religiosa, memoriais e histórias de personagens que fazem parte da memória de Belo Horizonte.
O Cemitério da Saudade fica na Região Leste de Belo Horizonte, no bairro Saudade.
Endereço: Praça Louis Braille, 585 – bairro Saudade, Belo Horizonte (MG).
O local ocupa uma área extensa, de aproximadamente 188 mil m², com diversas quadras e caminhos internos.
O cemitério é atendido por diversas linhas do transporte coletivo de Belo Horizonte. Algumas das opções que passam pela região são:
9801 – Saudade/Santa Cruz: possui ponto de desembarque bastante próximo ao cemitério;
9201 – Baleia/Nova Granada;
9412 – Conjunto Taquaril/Padre Eustáquio;
9208 – Taquaril/Conjunto Santa Maria;
9503 – Taquaril/Jaraguá;
901 – Circular Leste.
Como as linhas e itinerários podem sofrer alterações, vale consultar o aplicativo SIU Mobile BH ou o Google Maps antes de sair.
A estação de metrô mais próxima é a Estação Santa Inês, da Linha 1.
A partir da estação, é possível continuar o trajeto a pé, mas existe uma caminhada de aproximadamente 8 a 10 minutos, incluindo um trecho de subida.
Para quem prefere evitar esforço físico, uma alternativa é utilizar um ônibus integrado ou transporte por aplicativo para completar o percurso.
Para quem já está na Região Leste, o acesso pode ser feito caminhando pelas ruas do bairro.
Como o cemitério possui uma área muito grande e alguns trechos internos apresentam pavimentação irregular, é importante considerar o tempo e o esforço necessário para circular pelo local.
Para quem utiliza transporte por aplicativo, basta informar:
Cemitério da Saudade
Praça Louis Braille, 585 – Saudade
Belo Horizonte – MG
O desembarque pode ser feito nas proximidades dos acessos ao cemitério.
O Cemitério da Saudade possui vagas e áreas de estacionamento no entorno, mas a disponibilidade de espaço nas ruas próximas pode variar.
Como o cemitério está inserido em uma área residencial, pode haver maior dificuldade para encontrar vagas em períodos de maior movimento, especialmente em datas de homenagem aos mortos e outras ocasiões de grande visitação.
Quem for de carro deve ficar atento à sinalização das ruas e evitar estacionar em locais proibidos.
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Não. A entrada é gratuita.
A visitação pública ao cemitério não exige pagamento de ingresso.
Existem cobranças relacionadas a serviços funerários e administrativos, como velórios e sepultamentos, mas elas não se aplicam ao visitante que vai ao local para conhecer o espaço ou visitar um túmulo.
O Cemitério da Saudade funciona todos os dias, inclusive aos sábados, domingos e feriados.
Horário de visitação: das 7h às 17h.
Como se trata de um espaço aberto e bastante extenso, é recomendável evitar os horários de sol mais forte, principalmente para quem pretende caminhar por várias quadras.
Embora seja um cemitério em funcionamento, o Saudade também pode ser observado como um espaço de memória, história urbana e manifestações culturais e religiosas.
A visita pode revelar aspectos da formação social de Belo Horizonte que não aparecem nos roteiros turísticos tradicionais.
Uma das características mais marcantes do Cemitério da Saudade é a presença de túmulos e monumentos que representam a arte funerária popular do século XX.
Enquanto o Bonfim reúne construções grandiosas associadas principalmente às antigas elites da capital, o Saudade apresenta uma expressão diferente da memória dos moradores de Belo Horizonte.
Imagens religiosas, esculturas, flores, fotografias e diferentes formas de ornamentação aparecem entre os jazigos.
Um dos pontos de maior devoção popular do cemitério é o túmulo de Renata Oliveira, conhecida como “Milagreirinha”. A menina morreu ainda jovem e, após seu sepultamento, começaram a circular entre moradores relatos de graças alcançadas por pessoas que faziam pedidos e orações junto ao túmulo.
Com o passar do tempo, Renata passou a ser considerada uma espécie de santa popular — embora não seja reconhecida oficialmente pela Igreja Católica.
O local costuma receber flores, brinquedos, doces e mensagens deixadas por pessoas que atribuem graças e pedidos à menina.
O cemitério também abriga um memorial relacionado às pessoas que doaram seus corpos para o ensino e a pesquisa médica.
O espaço representa uma homenagem aos chamados “professores silenciosos”, pessoas cujos corpos contribuíram para a formação de gerações de estudantes de medicina e para o avanço da ciência.
É um dos pontos que mostram como o cemitério também está ligado à história da educação e da pesquisa em Belo Horizonte.
O Cemitério da Saudade também desperta interesse de grupos ligados ao necroturismo, à história oral e às lendas urbanas de Belo Horizonte.
Projetos independentes, como o O Que Te Assombra, realizam eventualmente caminhadas e roteiros que abordam histórias, personagens, lendas e diferentes aspectos da memória dos cemitérios da capital.
A programação não é necessariamente permanente, por isso é importante verificar previamente se existem visitas ou eventos programados.
O Cemitério da Saudade foi inaugurado em 1942, quando Juscelino Kubitschek era prefeito de Belo Horizonte.
A criação do espaço fazia parte da expansão da estrutura urbana da capital e tinha como objetivo atender principalmente a população da Região Leste.
A história ganha uma curiosa ligação décadas depois, quando um dos personagens mais conhecidos sepultados no local acabou relacionado diretamente ao próprio JK.
O Cemitério da Saudade é considerado a segunda necrópole mais antiga de Belo Horizonte. Sua história atravessa diferentes períodos de crescimento da cidade e ajuda a preservar a memória de moradores de diversas classes sociais.
Outra característica curiosa do Cemitério da Saudade é a presença de muitos gatos que circulam entre os jazigos. Os animais fazem parte da paisagem do espaço e são conhecidos por quem frequenta o local.
O Saudade foi planejado originalmente com características de um cemitério-parque, conceito que buscava integrar áreas verdes, circulação e espaços destinados aos sepultamentos. A grande extensão do terreno ainda chama atenção de quem visita o local.
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Sim, mas a visita exige respeito.
O chamado necroturismo, ou turismo cemiterial, utiliza cemitérios como espaços de memória, arte, arquitetura e história.
No caso do Cemitério da Saudade, o interesse está principalmente na história social de Belo Horizonte, na arte tumular popular, nas manifestações de fé e nas histórias de pessoas enterradas no local.
Por ser um espaço funerário ativo, a visita deve ser feita de maneira discreta, evitando fotografar pessoas durante velórios ou cerimônias e respeitando os familiares que estejam no local.
O Cemitério da Saudade pode ser uma opção diferente de passeio para quem gosta de história, memória, arquitetura, religiosidade popular e cultura de Belo Horizonte.
Mais do que um local de sepultamento, o espaço ajuda a contar a história das pessoas que construíram a cidade e revela uma faceta menos conhecida da capital mineira.
A arte tumular popular, o túmulo da “Milagreirinha”, o memorial ligado à Faculdade de Medicina da UFMG e as histórias de personagens como Geraldo Ribeiro fazem do local um espaço interessante para quem deseja conhecer Belo Horizonte além dos pontos turísticos tradicionais.
Cemitério da Saudade
Endereço: Praça Louis Braille, 585 – bairro Saudade, Belo Horizonte (MG)
Funcionamento: todos os dias, das 7h às 17h
Entrada: gratuita