Cultura

Circuito Liberdade reúne 11 exposições gratuitas em março com destaque para arte feminina e cultura digital

Circuito Liberdade reúne 11 exposições gratuitas em março, com destaque para arte feminina, cultura digital e obras de Renoir em Belo Horizonte


Créditos da imagem: Divulgação
Exposições do Circuito Liberdade ocupam museus e centros culturais com obras que vão do impressionismo à cultura digital, em programação gratuita ao longo de março Exposições do Circuito Liberdade ocupam museus e centros culturais com obras que vão do impressionismo à cultura digital, em programação gratuita ao longo de março

Maria Clara Landim

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17/03/26 às 08:58
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O Circuito Liberdade apresenta, ao longo de março, uma programação diversa com 11 exposições gratuitas espalhadas por museus e centros culturais de Belo Horizonte. As mostras vão de nomes consagrados da pintura, como Pierre-Auguste Renoir, até experiências contemporâneas que dialogam com memes e cultura digital, ampliando o acesso à arte para diferentes públicos.

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Além disso, a programação aposta em temas atuais e relevantes. Questões como o protagonismo feminino, a memória coletiva, a relação com o território e as transformações culturais aparecem em diferentes linguagens, incluindo pintura, escultura, bordado, literatura e instalações interativas.

Exposições destacam protagonismo feminino

Entre os destaques, a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais recebe três exposições. “Feminino, Sagrado em Cor”, de Adriana Mappa, traz pinturas vibrantes que exploram o universo feminino. Já “Fios que vestem histórias” reúne bordados do coletivo Mãos que Bordam, conectando ancestralidade e território.

Ao mesmo tempo, o CCBB Belo Horizonte apresenta “Marlene Barros: tecitura do feminino”, que utiliza crochê, bordado e escultura para discutir a invisibilidade histórica do trabalho feminino na arte. A mostra também abre espaço para reflexões sobre o corpo e a valorização dessas produções.

Cultura digital e religião entram em cena

Por outro lado, a programação também dialoga com o presente. A exposição “MEME: O Br@sil da memeficação”, que estreia no fim do mês no CCBB, mistura humor, crítica social e interatividade ao levar a cultura dos memes para dentro do museu.

Enquanto isso, “Religião: Saberes Diversos”, na Biblioteca Pública, propõe uma imersão em diferentes tradições religiosas por meio de obras do acervo, oferecendo uma introdução acessível ao tema.

Clássicos e releituras do cânone artístico

Para quem prefere a arte clássica, a Casa Fiat de Cultura recebe a exposição “Renoir”, com obras do acervo do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. A mostra apresenta o olhar sensível do artista francês sobre cenas cotidianas e encontros humanos.

No mesmo espaço, “O Sorriso do Barroco”, de Iuri Sarmento, revisita a estética barroca com cores intensas e referências entre Minas Gerais e Bahia, criando um diálogo entre tradição e contemporaneidade.

Arte, território e memória em foco

Outras exposições exploram a relação entre espaço e identidade. No Museu Mineiro, “O Vento é Verde” reúne obras que investigam as transformações da paisagem urbana. Já no Centro Cultural SESIMINAS, Kdu dos Anjos apresenta “Sentinelas: Carrancas Pinceladas”, conectando memória familiar e imaginário popular.

Além disso, o Centro de Arte Popular inaugura a mostra sobre o Vale do Jequitinhonha, destacando a cerâmica como expressão cultural e artística reconhecida dentro e fora do país.

Literatura e artes integradas

Por fim, o Palácio das Artes recebe “A primeira vez que voei foi na página 35”, de Maré Matos. A exposição integra a programação da festa literária “Bitita” e propõe um diálogo entre literatura, artes visuais e cinema.

Acesso democrático à cultura

Com classificação livre e entrada gratuita, o Circuito Liberdade reforça seu papel na democratização do acesso à cultura. Ao reunir mais de 50 espaços culturais em rede, o complexo promove não apenas experiências artísticas, mas também o desenvolvimento social e econômico por meio da economia criativa.

Dessa forma, a programação de março se consolida como uma oportunidade para o público explorar diferentes linguagens artísticas, refletir sobre temas contemporâneos e vivenciar a cultura de forma acessível e plural.