Artista, que marcou o Carnaval da capital, morreu após complicações de leucemia
Wallace Guedes foi três vezes Rei Momo de BH
O corpo de Wallace Guedes, um dos principais símbolos do Carnaval de Belo Horizonte, foi enterrado na manhã desta terça-feira (28) em Sabará, na Região Metropolitana. A despedida ocorreu no Cemitério Parque Terra Santa, onde também foi realizado o velório.
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Wallace morreu aos 39 anos, na segunda-feira (27), após complicações decorrentes de leucemia. Ele estava internado na Santa Casa de Belo Horizonte, onde fazia tratamento desde o início de abril. A morte foi confirmada pela prefeitura da capital mineira e por pessoas próximas ao artista.
Figura marcante da folia belo-horizontina, Wallace foi eleito Rei Momo em 2020 e novamente em 2024, consolidando-se como representante oficial do Carnaval da cidade. Sua trajetória com a festa começou ainda em 2001, quando vivia em situação de rua e encontrou no Carnaval um espaço de acolhimento e transformação.
Inspirado pela passista Raquel Moçambique, da Grêmio Recreativo Escola de Samba Canto da Alvorada, Wallace passou a se envolver com o universo do samba. Em 2011, integrou a comissão de frente da escola, que naquele ano conquistou o título do Carnaval de Belo Horizonte.
A partir da dança, conseguiu mudar de vida: deixou as ruas, concluiu os estudos por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e se formou em Educação Física. Além de sua atuação no Carnaval, trabalhou como trancista, motorista de aplicativo e microempreendedor, com negócios voltados à área da beleza e à confecção de roupas carnavalescas.
A história de Rei Momo Wallace Guedes é lembrada como um exemplo de superação e de forte ligação com a cultura popular, especialmente o Carnaval, onde construiu seu reconhecimento e legado.