Cultura

Djavan 50 anos: blocos de Carnaval são um esquenta para o show em BH

Com setores esgotados e data extra em SP, turnê de 50 anos passa por Belo Horizonte no mês de julho com show na Arena MRV


Créditos da imagem: Mar+Vin/Divulgação
Em 1976, Djavan iniciou sua trajetória com o lançamento de “A Voz, o Violão, a Música de Djavan” sem imaginar que se tornaria um dos maiores ícones da música popular brasileira Em 1976, Djavan iniciou sua trajetória com o lançamento de “A Voz, o Violão, a Música de Djavan” sem imaginar que se tornaria um dos maiores ícones da música popular brasileira

Iris Aguiar

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12/01/26 às 16:04 - Atualizado em 28/01/26 às 06:10
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Por mais de cinco décadas, Djavan transformou cores em acordes e sentimentos em canções que atravessam gerações. A turnê “Djavanear 50 anos. Só Sucessos”, que acontece neste ano, comemora os 50 anos e entre as datas confirmadas, Belo Horizonte recebe o espetáculo em 18 de julho, na Arena MRV. Garanta seu ingresso!

Em Belo Horizonte, porém, a poesia do alagoano ganhou uma nova dimensão, a do Carnaval de rua. Blocos como “Eu Te Devoro” e “Açaí Guardiã” arrastam foliões pelas avenidas da capital com versões carnavalescas dos sucessos do artista. Agora, às vésperas da turnê, esses blocos contam como a obra de Djavan virou folia, batuque e celebração coletiva.

A música de Djavan que virou Carnaval

Em uma cidade onde o Carnaval cresce a cada ano, não surpreende que a obra de Djavan tenha encontrado uma segunda casa em BH. As melodias sofisticadas, as harmonias inesperadas e a poesia emocional do cantor ganharam adaptações para ritmos de rua, e caíram no gosto dos foliões. E este ano, são como um esquenta para a turnê oficial dos 50 anos de Djavan.

O bloco Eu Te Devoro, cujo nome já é um tributo direto ao clássico de 1998, desfila com arranjos que mesclam samba, axé e brasilidades. Já o Açaí Guardiã aposta em ritmos mineiros, maracatu e samba-rock para criar uma estética sinestésica inspirada no “poeta das cores”.

No Bloco Açaí Guardiã, a homenagem a Djavan faz parte de uma proposta estética que transforma o Carnaval em um grande baile popular. Formado majoritariamente por artistas negros e de origem periférica, o bloco mistura samba, samba-reggae, ijexá, xote, funk, soul e salsa, criando arranjos que dialogam com a multiplicidade da obra do cantor. 

O Bloco Açaí Guardiã leva a obra de Djavan para o Carnaval de Belo Horizonte em um grande baile a céu aberto, unindo excelência musical, diversidade rítmica e celebração coletiva - (foto: Natalie Matos)
O Bloco Açaí Guardiã leva a obra de Djavan para o Carnaval de Belo Horizonte em um grande baile a céu aberto, unindo excelência musical, diversidade rítmica e celebração coletiva(foto: Natalie Matos)

“Nosso carnaval não se atém aos ritmos mais comuns. A gente percebe o que cada música pede e constrói os arranjos respeitando a grandiosidade do Djavan”, explica Gui Ventura, artista e cofundador do bloco. No repertório, “Sina” abre o cortejo como um dos momentos mais contagiantes, mantendo o arranjo original do artista.

Na avaliação do bloco, a conexão entre Djavan e Belo Horizonte passa pela tradição musical da cidade, marcada por nomes como Milton Nascimento e o Clube da Esquina. “Existe aqui um ouvido forjado para uma música que é sofisticada e, ao mesmo tempo, profundamente popular”, analisa Ventura, apontando semelhanças com a obra do homenageado. 

No Bloco Eu Te Devoro, a obra de Djavan é ponto de partida para um trabalho cuidadoso de tradução musical que cruza diferentes ritmos do Carnaval brasileiro. Idealizado por um grupo de amigos apaixonados pelo cantor, o bloco aposta em arranjos que passeiam pelo samba, axé, frevo, maracatu, samba-reggae e samba de terreiro, sempre preservando a identidade melódica e poética do repertório. 

“A riqueza rítmica e harmônica da obra do Djavan facilita essa tradução para os ritmos de folia”, explica o músico e compositor Ninho Mathias, à frente do projeto. Segundo ele, a diversidade presente nas canções do artista abre caminhos naturais para o Carnaval de rua, sem que a essência das músicas se perca no processo.

Entre os sucessos adaptados, “Eu Te Devoro” se tornou não apenas o nome do bloco, mas também seu eixo central. A música, segundo os integrantes, já aponta ritmicamente para o cortejo. Outras canções, mais intimistas e românticas, exigem um cuidado maior.

 “Nossa preocupação não é a dificuldade de adaptação, mas o zelo para que a obra continue sendo reconhecida, mesmo cantada em outros ritmos”, afirma Mathias, citando faixas como “Oceano”, “Pétala” e “Meu Bem Querer” como exemplos de canções que pedem atenção redobrada.

Blocos comemoram Djavan e aumentam as expectativas para show em julho

Os blocos de rua se consolidam como uma extensão da relação entre o público de BH  e o cantor, transformando o repertório de Djavan em experiência coletiva e antecipando, no ritmo do Carnaval, a emoção que deve tomar conta da cidade com a chegada da turnê comemorativa em julho. 

O Bloco Eu Te Devoro volta às ruas em 2026 com expectativa de público ampliada e um selo comemorativo em homenagem aos 50 anos de carreira de Djavan. A coincidência com a turnê comemorativa que passa por Belo Horizonte em julho reforça o caráter simbólico do cortejo. 

Para Ana Maria Gaivota, empresária, idealizadora do projeto e fã do cantor desde 1984, a passagem da turnê pela capital mineira carrega um significado especial. 

“Djavan tem uma relação de afeto muito forte com Minas Gerais. Ao longo da carreira, BH sempre esteve presente nas turnês, e essa comemoração vem como um brinde ao público mineiro, reunindo amor, respeito e admiração construídos ao longo de décadas”, afirma.

Cortejo do Bloco Eu Te Devoro transforma a poesia e a musicalidade do cantor em ritmos de Carnaval e celebra seus 50 anos de carreira - (foto: Divulgação/Eu te Devoro)
Cortejo do Bloco Eu Te Devoro transforma a poesia e a musicalidade do cantor em ritmos de Carnaval e celebra seus 50 anos de carreira(foto: Divulgação/Eu te Devoro)

Para Gui Ventura, do bloco ‘Açaí Guardiã’, a recepção do público de Belo Horizonte ajuda a explicar a força dessa conexão. Ele observa que o Carnaval da cidade se destaca pela diversidade estética dos blocos e pela relação emocional dos foliões com os artistas homenageados. 

“É uma festa que convida à liberdade, onde as pessoas cantam melodias que atravessam o coração, em versões carnavalizadas, celebrando o amor”, diz. 

Essa resposta calorosa também se reflete na expectativa em torno da turnê dos 50 anos. O bloco aguarda um repertório majoritariamente formado por sucessos, mas não esconde o desejo de ouvir também canções menos óbvias. “Do Djavan, a gente sempre espera excelência. A música dele faz uma massagem no nosso coração”, resume Ventura.

A expectativa para julho de 2026

No dia 18 de julho de 2026, Djavan desembarca em Belo Horizonte com a turnê “Djavanear 50 Anos. Só Sucessos”, na Arena MRV. O show apresenta 25 músicas que percorrem diferentes fases da discografia de Djavan, reunindo canções conhecidas do público ao longo de cinco décadas.

Como garantir ingressos

As vendas acontecem pelo site, clientes Banco do Brasil têm 20% de desconto na compra de ingressos inteiros e parcelamento em até 6 vezes sem juros. Para o público geral, as vendas podem ter parcelamento de até 3 vezes sem juros e limite máximo por CPF.

Em todas as cidades, as bilheterias oficiais também funcionam em horários definidos e sem cobrança de taxa de conveniência, sempre sujeitas à disponibilidade de ingressos. Em BH, a bilheteria oficial funciona na Esplanada da Arena MRV, que opera de terça a sábado, das 10h às 17h, com fechamento às segundas-feiras, feriados, emendas e dias de jogos ou eventos no local.

A expectativa em torno da turnê mostra como o repertório de Djavan segue reunindo diferentes gerações em torno de seus clássicos. Para quem planeja assistir ao show em BH ou em qualquer outra cidade, garantir a compra antecipada é essencial diante da alta procura registrada desde o primeiro dia de vendas.

Serviço 

 Djavan em BH

  • Turnê: Djavanear — 50 Anos. Só Sucessos
  • Data: 18 de julho de 2026
  • Local: Arena MRV, Belo Horizonte
  • Abertura: 17h — Início: 21h