Djavan emocionou Belo Horizonte em show de 50 anos de carreira na Arena MRV, com homenagens a Milton Nascimento e Gal Costa, além de sucessos da MPB
Djavan emocionou o público da Arena MRV durante a turnê “Djavanear: 50 Anos Só Sucessos”, em Belo Horizonte
Bastaram os primeiros acordes de “Sina” para que milhares de vozes tomassem conta da Arena MRV, em Belo Horizonte, na noite deste sábado (18). Celebrando os 50 anos de carreira com a turnê “Djavanear: 50 Anos Só Sucessos”, Djavan transformou o palco em um encontro entre gerações, memórias e afetos.
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Durante quase duas horas e meia de apresentação, o cantor dedicou o show ao amigo Milton Nascimento, emocionou-se ao homenagear Gal Costa e ouviu, diversas vezes, um coro que ecoou pelo estádio: “Djavan, eu te amo!”.
O Sou BH acompanhou a apresentação e reuniu os principais momentos de uma noite marcada por emoção do início ao fim.
Logo no início da apresentação, Djavan fez questão de demonstrar o carinho que sente pelo público mineiro. Antes de seguir pelo repertório, o artista falou sobre a alegria de voltar a Belo Horizonte.
“Eu estava ansioso para chegar hoje, para cantar aqui. Eu amo Minas, amo a forma como vocês me acolhem e é sempre um prazer imenso estar diante de vocês”, declarou.
Na sequência, o cantor dedicou o espetáculo ao amigo Milton Nascimento, que havia sido internado para tratar uma pneumonia.
“Quero dedicar esse show ao nosso amado Milton Nascimento, meu amigo, companheiro e um dos artistas mais importantes do mundo. Portanto, a noite será dele e nossa ao mesmo tempo”, afirmou.
A homenagem foi recebida com aplausos pelo público, que celebrou a relação entre dois dos maiores nomes da música brasileira.
Outro momento marcante da noite aconteceu durante a homenagem a Gal Costa.
Antes de cantar “O Vento”, Djavan relembrou a cantora, considerada uma das maiores intérpretes de suas composições. Visivelmente emocionado, o artista chorou no palco e chegou a se sentar no chão enquanto interpretava a música.
A Arena MRV acompanhou o momento em silêncio e respondeu com uma longa salva de aplausos ao fim da homenagem.
O espetáculo também foi marcado por momentos visuais que envolveram o público.
Durante “Lilás”, uma ativação da Shell iluminou a Arena MRV em tons de lilás, amarelo e laranja, criando um grande mosaico de cores nas arquibancadas.
A ação ainda revelou uma surpresa preparada para Djavan: uma imagem formada pelo público. Ao perceber a homenagem, o cantor agradeceu emocionado.
Já na reta final do show, uma chuva de fitas coloridas tomou conta do estádio, encerrando a apresentação em clima de celebração pelos 50 anos de carreira.
Além dos grandes sucessos que marcaram sua trajetória, Djavan também surpreendeu os fãs com uma novidade.
Pela primeira vez nesta turnê comemorativa, o cantor apresentou “Quase de Manhã”, música que não havia aparecido nos outros repertórios da celebração.
Outro destaque foi “Um Brinde”, canção construída a partir de versos enviados por fãs durante uma ação promovida pelo artista. A composição reforça a conexão entre Djavan e o público que acompanha sua história há décadas.
Com músicas como “Oceano”, “Samurai”, “Lilás”, “Meu Bem Querer”, “Eu Te Devoro”, “Pétala” e “Sina”, a Arena MRV se transformou em um grande coral durante praticamente toda a apresentação.
Se no palco Djavan celebrava cinco décadas de carreira, nas arquibancadas eram as histórias dos fãs que davam outro significado à noite.
Jefferson Leandro, de 38 anos, levou discos de vinil para tentar registrar sua paixão pelo artista. “Ele sabe falar da vida, do amor. Não é só o amor entre homem e mulher, é o amor universal”, contou. Para ele, uma das maiores forças de Djavan é conseguir reunir diferentes idades em torno da mesma música.
Entre o público, Guilherme Fagundes e Keyla Freitas, ambos de 34 anos, contaram que acompanham a trajetória de Djavan e enxergam no artista uma sensibilidade única. “Ele toca na alma. As composições dele são profundas”, disse Guilherme.
Para Keyla, Djavan possui uma forma especial de falar sobre sentimentos.
“Quando pensamos em tantos artistas brasileiros que marcaram época, muitos falavam sobre política ou sobre o contexto do país. O Djavan também fala da vida, mas através do amor. Ele veio para maciar os dias.”
Entre as músicas mais aguardadas pela dupla estavam “Avião”, “Lambada de Serpente” e “Sina”.
Para os namorados Gabriela Mapa, de 23 anos, e Gabriel Carvalho, de 24, a trilha sonora do relacionamento tem nome: “Oceano’, com certeza”, responderam juntos.
“O amor atrai tudo. É a maior energia do universo”, afirmou Gabriela.
Já Sibele Campos, de 63 anos, contou que sempre fez questão de apresentar a MPB aos filhos.
“Sempre mostrei música brasileira para eles, porque gosto de valorizar nossos artistas. O Djavan fala de amor, de coisas boas. Além disso, admiro muito a história de vida dele.”
Ela também destacou a complexidade das composições do cantor.
“As melodias dele são difíceis, muito bem construídas. Dá para perceber o quanto ele é genial.”
Sibele contou que foi ela quem apresentou Djavan aos filhos, mostrando como a obra do artista continua atravessando gerações.
Entre tantos encontros, também havia quem celebrasse o amor fora do palco. Vinda do interior de Minas Gerais, Karina Sousa Souza assistiu ao espetáculo ao lado do marido para comemorar 27 anos de casamento. Para o casal, a noite foi mais um capítulo de uma história construída ao som das canções de Djavan.
Ao longo da noite, os gritos de “Djavan, eu te amo!” interromperam a apresentação em diversos momentos.
O cantor respondia com sorrisos, acenos e agradecimentos, demonstrando a mesma emoção que tomava conta da plateia.
Mais do que celebrar cinco décadas de carreira, Djavan transformou a Arena MRV em um espaço de encontros, lembranças e sentimentos compartilhados. Pais, filhos, amigos e fãs de diferentes gerações cantaram juntos músicas que atravessam o tempo sem perder a força.
Em Belo Horizonte, o artista reafirmou por que continua sendo um dos maiores nomes da música brasileira: suas canções seguem encontrando novos ouvintes, enquanto permanecem guardadas na memória de quem acompanha sua trajetória há 50 anos.
A apresentação na Arena MRV reuniu 27 músicas e contou com a inclusão de “Quase de Manhã”, novidade no repertório da turnê comemorativa.
Confira a lista completa:
Após a passagem por Belo Horizonte, a turnê “Djavanear: 50 Anos Só Sucessos” segue por outras cidades brasileiras celebrando cinco décadas de carreira do cantor.
As próximas apresentações são: