Cultura

Festival CircoLar leva espetáculo circense “Asarraiz” a BH

Espetáculo “Asarraiz”, do Instituto Cultural CircoLar, une acrobacias e poesia visual para refletir sobre corpo, território e ancestralidade


Créditos da imagem: Divulgação
Asarraiz propõe uma reflexão poética sobre corpo, pertencimento e ancestralidade Asarraiz propõe uma reflexão poética sobre corpo, pertencimento e ancestralidade

Maria Clara Landim

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17/12/25 às 12:29
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O Instituto Cultural CircoLar leva ao Galpão Cine Horto o espetáculo circense “Asarraiz”, uma montagem que transforma acrobacias e cenas de equilíbrio em reflexão sensível sobre corpo, território e ancestralidade. A obra integra a programação final do 7º Festival CircoLar, que chega pela primeira vez à capital mineira e ocupa o espaço cultural nos dias 20 e 21 de dezembro, com sessões em diferentes horários.

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Com direção de Lucas Castro e Marcelo Tchelo Guno, o espetáculo propõe um mergulho poético nas relações entre passado e futuro, peso e ascensão, pertencimento e sonho. Em cena, artistas em formação do Instituto Cultural CircoLar constroem uma narrativa que une linguagem circense, teatralidade e poesia visual, criando uma travessia entre aquilo que sustenta e aquilo que impulsiona.

Segundo Marcelo Tchelo Guno, o próprio título da obra traduz essa dualidade. “Todos somos asa e raiz, cada um na sua proporção. Nossa história, passado e lembrança são raiz. Os nossos sonhos, incertezas e fé são asa”, explica o diretor. Dessa forma, “Asarraiz” nasce como um ciclo vital e espiritual, no qual opostos se complementam e se mantêm interdependentes.

Além do resultado artístico, o espetáculo também cumpre um papel formativo. Conforme destaca Lucas Castro, o processo de criação faz parte da metodologia pedagógica do Instituto. “É nesse momento que os estudantes vivenciam, pela primeira vez, uma experiência mais próxima do mercado profissional, com uma estrutura robusta e a presença de diretores conduzindo o processo”, afirma. Assim, o palco se transforma em espaço de aprendizado, troca e amadurecimento artístico.

Ao longo das cenas, o corpo em movimento revela camadas de memória e resistência. As acrobacias e exercícios de equilíbrio ampliam a noção de território, que deixa de ser apenas físico e passa a ocupar um lugar simbólico e afetivo. Com isso, o espetáculo convida o público à presença: reconhecer o próprio chão, valorizar as raízes e celebrar aquilo que pulsa coletivamente.

Outro destaque é o compromisso com a acessibilidade. As sessões contam com Libras e audiodescrição, ampliando o acesso e reforçando o caráter inclusivo da proposta artística e social do Instituto Cultural CircoLar.

Antes de “Asarraiz”, o espetáculo “Passagem” abre a programação do festival no dia 19 de dezembro, às 20h. A montagem propõe uma imersão sensorial sobre tempo e movimento, evidenciando a potência criativa das artes circenses contemporâneas e preparando o público para a reta final do evento.

Para a presidente do Instituto, Deisy Castro, levar o festival para Belo Horizonte representa um passo importante. “A cidade respira arte. Estar na capital é expandir fronteiras, criar novos caminhos de acesso ao público e fazer ecoar a força da linguagem circense no coração cultural de Minas Gerais”, ressalta.

Instituto CircoLar

Fundado em 2003 e com sede em Contagem desde 2018, o Instituto Cultural CircoLar atua sem fins lucrativos e desenvolve ações culturais e sociais pautadas na tradição circense, sempre em diálogo com linguagens contemporâneas. Ao longo de sua trajetória, a instituição assinou espetáculos reconhecidos, como Circo de Brinquedo e Mix CircoLar, mantendo o compromisso com a cidadania cultural, a formação artística e a ampliação do acesso à cultura.

Serviço

  • Quando: 20 de dezembro, às 16h e 20h | 21 de dezembro, às 19h
  • Onde: Galpão Cine Horto
  • Ingressos: A partir de R$ 30 (meia) e R$ 35 + 1kg de alimento (solidária)
  • Vendas: Pela plataforma Sympla