Final do É Pop BH reúne quatro artistas de diferentes estados e terá show de Roberta Campos nesta quinta (24), em Belo Horizonte
Quatro artistas disputam o título do 5º Festival de Música Pop Autoral É Pop BH, que terá show de Roberta Campos na final
A música autoral brasileira ganha um novo palco em Belo Horizonte nesta quinta-feira (24). O 5º Festival de Música Pop Autoral É Pop BH realiza a grande final no Cine Theatro Brasil, no Centro da capital, a partir das 20h. Quatro artistas de diferentes estados disputam o título desta edição, que terá ainda um show da cantora Roberta Campos.
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A final reúne Julia Deodora, de Minas Gerais; Kaisan, de Sergipe; Gabriel Fernandes, de São Paulo; e Luanda, da Bahia. Cada participante apresentará uma música autoral diante do júri, que será responsável pela escolha do vencedor.
Além da disputa, o público poderá acompanhar apresentações de Gabriel Gonti, Gustavo Fraga e Sebá. Os ingressos custam R$ 30 e estão disponíveis pela Eventim e na bilheteria do teatro.
Os quatro finalistas chegaram à última etapa depois de uma seleção que começou com 400 artistas inscritos de diferentes estados brasileiros. Na fase seguinte, uma comissão escolheu 26 participantes para a pré-final, realizada com apresentações ao vivo.
Agora, os quatro selecionados levam ao palco propostas musicais distintas.
Julia Deodora representa Minas Gerais e trabalha com referências de MPB, samba e jazz, além de abordar temas ligados à ancestralidade e à identidade negra.
Já o sergipano Kaisan combina elementos da MPB com uma sonoridade pop contemporânea. Gabriel Fernandes, de São Paulo, transita entre a nova MPB e o pop, incorporando referências da música clássica aos arranjos.
Por sua vez, a baiana Luanda leva para as composições experiências relacionadas ao cerrado baiano e à cultura afro-brasileira.
Na apresentação final, cada artista poderá escolher entre uma performance solo, com voz e violão, ou o acompanhamento da banda disponibilizada pelo festival.
O júri reúne profissionais ligados à música e à produção artística. Integram a banca a cantora, compositora e multi-instrumentista Thathi, o empresário e fundador da MusicPlayce, Paulo Vitor Vilela, o diretor artístico Rick Alves e o baixista do Pato Fu, Ricardo Koctus.
A avaliação considera cinco aspectos: composição, performance artística, presença cênica, interação com o público e envolvimento do artista com a música.
O vencedor receberá R$ 5 mil, além de uma consultoria artística e materiais fotográficos e audiovisuais produzidos durante o festival. Os outros três finalistas também serão premiados, com R$ 2 mil para cada artista.
Festival já recebeu mais de 2 mil inscrições
Criado em 2022, o É Pop BH busca dar espaço a compositores e intérpretes da música autoral. Ao longo das cinco edições, o projeto já recebeu mais de 2 mil inscrições e abriu espaço para artistas como Lucas Grill, Nath Rodrigues, Ray e Marina Mathey.
A iniciativa é realizada pelo Espaço Cênico Rick Alves, que completa 27 anos, com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e patrocínio do Supermercado BH.
Para Rick Alves, o festival também funciona como ponto de encontro entre artistas e novos compositores da cena musical brasileira.
Além de acompanhar a disputa pelo título, o público terá um show especial de Roberta Campos. A cantora apresenta músicas conhecidas de sua trajetória, como Minha Felicidade, De Janeiro a Janeiro e Abrigo.
Assim, a noite combina a descoberta de novos nomes da música autoral com uma apresentação de uma artista já consolidada na cena brasileira.