Festival “No Santa Cruz com Cachoeirinha” leva teatro, dança e música gratuitos a BH entre 30 de abril e 3 de maio, valorizando artistas de periferias
Festival da Cia. Candongas reúne apresentações gratuitas e valoriza talentos das periferias em BH
Entre os dias 30 de abril e 3 de maio, Belo Horizonte recebe a 4ª edição do Festival “No Santa Cruz com Cachoeirinha – Mostra de Teatro de Comunidades e Periferias”. Realizado pela Cia. Candongas, o evento transforma o Centro Cultural Casa de Candongas em um ponto de encontro para diferentes expressões artísticas, com entrada gratuita e programação aberta ao público.
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Ao longo de quatro dias, o festival reúne teatro, dança, música, poesia e apresentações formativas. Além disso, a iniciativa amplia o acesso à cultura ao valorizar artistas de territórios periféricos e promover trocas diretas com a comunidade. Dessa forma, o evento reforça o papel da arte como ferramenta de cidadania e pertencimento.
Neste ano, a curadoria aposta no tema “brasilidades”, destacando a diversidade cultural do país. Segundo o gestor da Cia. Candongas, Gustavo Bartolozzi, a proposta busca evidenciar diferentes identidades e narrativas. “Teremos ações que abordam negritudes, povos originários, além de espetáculos para infância e público adulto, circo e dança. Tudo de forma gratuita”, afirma.
Ao mesmo tempo, o festival direciona um olhar especial para a regional Nordeste de Belo Horizonte, onde está localizada a sede do grupo. Por isso, a Mostra de Talentos ganha destaque ao incentivar a produção artística local e fortalecer a circulação cultural dentro do próprio território.
A programação começa na quinta-feira (30), às 19h, com a Mostra de Talentos. O público poderá acompanhar apresentações de oficinas da própria Cia. Candongas, além de números de dança e intervenções de música e poesia. Na sequência, os dias seguintes trazem espetáculos teatrais que dialogam com memória, ancestralidade e identidade cultural.
Na sexta-feira (1º), por exemplo, o público assiste às peças “Lá vem o Griô!” e “Encontro das Águas”. Já no sábado (2), a programação inclui “Cachinhos de Aduke” e “Eware – Terra Sagrada”, que ampliam o debate sobre representatividade e cultura negra. Por fim, no domingo (3), as atividades se voltam especialmente para o público infantil, com apresentações como “Le Palha Capu” e “O Monstro do Lixo”.
Além de promover entretenimento, o festival também investe na formação artística. Nesse sentido, o evento cria espaços de convivência e aprendizado, fortalecendo redes culturais locais e incentivando novos talentos.
O projeto é realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio do edital 11/2024, voltado para mostras e festivais culturais. Assim, a iniciativa reafirma a importância do investimento público na democratização do acesso à cultura.