Cantor está ansioso por show no cenário envolto a arte e natureza
Por Camila de Ávila jornalista Sou BH
No dia 13 de setembro o Inhotim recebe a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e o cantor pernambucano Lenine
para única apresentação. O show, Inhotim em Cena – OSMG convida Lenine, será às 15h30 e promete ser intenso como a
música do artista.
O cenário é perfeito. Um belíssimo
jardim, com obras e instalações artísticas espalhadas ao redor e a música
sinfônica, ou “acadêmica”, como disse Lenine, juntamente com a versão popular
da arte musicada. Um dos mais importantes compositores da atualidade, Lenine vem
até o museu de arte contemporânea para apresentar seu repertório no formato
orquestral. “Em referência a minha experiência com o formato sinfônico, penso
que cada orquestra tem seu sotaque, sua naturalidade, sendo assim, é sempre
muito diferente”, explica o cantor.
Em conversa com o Sou BH, Lenine
demonstrou ser um artista sensível e que sente a música em sua plenitude. Sendo
assim, para ele estar no palco com uma orquestra executando uma única canção é
mágico. “A música está sempre em andamento, sempre em movimento e ver 60 pessoas
interpretando a mesma música é maravilhoso”, conta.
Lenine diz já ter um repertório
adaptado para a apresentação no formato orquestral, mas ele não perde a
ansiedade que antecede a uma apresentação. “Tenho um repertório que adaptei
para ser apresentado com orquestra, mas mesmo assim, a novidade sempre existe.
É necessário respirar junto porque a beleza acontece a partir desse encontro”,
explica. O cantor afirma que a música, e sua associação com arte, encontro que
o cenário do show proporcionará, irá fazer desta apresentação muito marcante.
“Associação da música com a arte é muito especial. Não conheço o Inhotim, mas
sei que lá possui um espaço botânico, inclusive quero conhecer o orquidário. Na
verdade estou honrado pelo convite”, disse com forte sotaque pernambucano ao
pronunciar o nome do espaço, Inhotín.
Durante a apresentação Lenine tocará
seu inseparável violão. “O meu violão é a extensão do meu corpo. Sempre toco no
show porque o violão é a minha base”, explica. Muito modesto o músico diz que o
que faz é simples música. “Procuro não adjetivar o meu trabalho porque a música
se dá naturalmente”, conta.
Relação
com Minas
A relação de Lenine com Minas já tem
um tempinho. Ele compôs para o Grupo Corpo duas trilhas. Para o espetáculo
Breu, que teve sua estreia em 2007, e TRIZ, de 2013, último espetáculo inédito
da companhia. Perguntado se vai fazer mais trilhas para a companhia, respondeu
em meio a risos: “Pera aí! Sou fã do Corpo, tenho uma relação com os Pederneira
que antecede ao balé. Mas agora o grupo está trabalhando com o espetáculo de
aniversário e quem vai fazer a trilha é o Uakti, de quem sou fã”.
Lenine diz que se sente em casa em
Minas. “Tenho como farol Milton Nascimento e o Clube da Esquina. Gosto muito de
Minas e me sinto em casa nessa terra”, conta.
Depois
de Chão
Lenine disse que turnê de Chão, seu
último disco, está acabando. “Estou me despedindo da turnê de Chão, mas ainda
tem muito chão pela frente (risos). Ainda tenho compromissos com este
trabalho”, diz. Lenine afirma que tem um carinho especial por este disco pelo
tipo de show que foi. “Chão tem sons do cotidiano, foi uma experiência muito
importante, um show diferente, cheio de detalhes”, afirma.
O artista já está começando o processo
de produção para o novo trabalho, segundo ele, está no momento de atenção para
a criação. “Já estou pensando no próximo disco. Estou no momento de atenção,
sabe? Sou muito volátil e não dá para falar nada ainda”, diz. Conhecendo o
trabalho de Lenine, sabe-se que se pode esperar algo novo, surpreender, simples
e muito bonito.