O Sou BH faz uma homenagem ao poeta itabirano em seu aniversário de 112 anos
Por Camila de Ávila jornalista Sou BH
Poeta,
jornalista, cronista, contista e até arquivista, este foi Carlos Drummond de
Andrade. Nascido em Itabira, cidade que fica a 107 Km da capital, Carlos
Drummond de Andrade é um dos poetas mais importantes da literatura brasileira.
Já está no censo comum as frases: “E agora José?”, ou “Tinha uma pedra do meio
do caminho”. No dia 31 de outubro, o poeta comemoraria 112 anos.
O
Sou BH enumerou oito curiosidades sobre este homem que tinha a sensibilidade
como característica maior.
1- Defendeu
Nara Leão
Em 1965, depois de falar mal do
governo militar, a cantora Nara Leão foi defendida por Drummond no poema
“Apelo”.
2- Virou samba
A Estação Primeira de Mangueira homenageou o
poeta em 1987 e teve seu enredo vencedor. Além disso, em 1976, o sambista
Martinho da Vila gravou um disco com canções inspiradas no livro de Drummond,
“A Rosa do Povo”.
3- Inspirou
música
Chico Buarque usou o “Poema das
sete faces” na música “Até o fim”. O compositor também se inspirou em Drummond
para a letra da música “Flor da Idade”, a poesia mote foi “Quadrilha”.
4- Foi
tradutor de Beatles
O poeta traduziu para a revista Realidade as canções do álbum Branco dos
Beatles. Em canções como “Ob-La-Di, Ob-La-Da”, “Piggies”, “Why don’t we do it in the road?”, “I Will”, “Blackbird” e “Happiness is a warm
gun”.
5- Traduziu grandes nomes
Ainda como tradutor Drummond trouxe para o português os
seguintes autores: Balzac, Choderlos de
Laclos, Marcel Proust, García Lorca, François Mauriac e Molière.
6- Foi traduzido
A poetisa Elizabeth Bishop que viveu no Rio de
Janeiro, Petrópolis e Ouro Preto, entre 1951 e 1970, foi tradutora do poeta Carlos
Drummond de Andrade para o inglês.
7- Rejeitou ser imortal
Drummond não fez parte da Academia Brasileira de Letras pelo
simples fato de nunca ter se inscrito. O motivo? Ele nunca quis se candidatar.
8- Amou intensamente
Morreu em 1987, apenas 12 dias
após a morte de sua filha, Maria Julieta Drummond de Andrade. Para ela,
Drummond escreveu o verso que está no poema Resíduo: “Pois de tudo fica um
pouco. Fica um pouco de teu queixo no queixo de tua filha. De teu áspero
silêncio um pouco ficou”.