Cultura

Bienal de São Paulo reúne 80 obras no Palácio das Artes, em BH; entrada é gratuita

Bienal de São Paulo chega a BH com 80 obras no Palácio das Artes. Exposição gratuita reúne 21 artistas de 3 de outubro a 6 de dezembro


Créditos da imagem: Divulgação
Itinerância da 36ª Bienal de São Paulo ocupa galerias do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, com cerca de 80 obras de 21 artista Itinerância da 36ª Bienal de São Paulo ocupa galerias do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, com cerca de 80 obras de 21 artista

Maria Clara Landim

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30/09/26 às 11:00
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Belo Horizonte recebe, a partir desta sexta-feira (3), um dos principais eventos de arte contemporânea do país. A 36ª Bienal de São Paulo chega ao Palácio das Artes, no Centro da capital mineira, com cerca de 80 obras de 21 participantes. A entrada é gratuita.

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A exposição, intitulada “Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática”, ocupa diferentes galerias do complexo cultural até 6 de dezembro. O público poderá conferir trabalhos em linguagens como pintura, fotografia, escultura, instalação, audiovisual e performance.

A abertura oficial acontece nesta quinta-feira (2), às 19h. Depois disso, a mostra poderá ser visitada de terça-feira a sábado, das 9h30 às 21h, e aos domingos, das 17h às 21h.

Bienal chega a BH com olhar para memória e pertencimento

A curadoria de Alya Sebti e Leonardo Matsuhei selecionou obras que discutem as relações entre pessoas, territórios e diferentes gerações. Nesse percurso, temas como memória, pertencimento, cuidado e transformação aparecem a partir de experiências individuais e coletivas.

O conceito geral da 36ª Bienal foi desenvolvido pelo curador Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, em parceria com os demais integrantes da equipe curatorial. A proposta parte do poema “Da calma e do silêncio”, da escritora mineira Conceição Evaristo.

Assim, a mostra investiga a humanidade em movimento e os encontros que acontecem durante esses deslocamentos. As obras também abordam questões relacionadas às heranças culturais, às crises climáticas e às experiências de povos africanos, afro-brasileiros e originários.

Artistas de diferentes partes do mundo

A seleção apresentada em Belo Horizonte reúne trabalhos de artistas que vivem ou têm suas trajetórias ligadas a diferentes cidades do Brasil e do exterior.

Entre os participantes estão Maria Auxiliadora, Gervane de Paula, Ming Smith, Nádia Taquary, Ruth Ige, Emeka Ogboh, Leiko Ikemura, Raven Chacon, Raukura Turei e Manauara Clandestina.

Também participam Iggor Cavalera e Laima Leyton, além de membros da comunidade Etenhiritipa Xavante, em uma colaboração que aproxima música, território e ancestralidade.

A exposição ainda coloca em evidência dois nomes relacionados a Minas Gerais: Maria Auxiliadora, nascida em Campo Belo, e Iggor Cavalera, de Belo Horizonte.

Maria Auxiliadora e Iggor Cavalera ganham destaque

Autodidata, Maria Auxiliadora se tornou um dos nomes importantes da arte afro-brasileira do século 20. Nascida em Campo Belo, no Sul de Minas, a artista retratou em suas pinturas cenas do cotidiano da população negra, além de referências a religiões de matriz africana.

Já Iggor Cavalera participa da Bienal em uma criação coletiva com Raven Chacon, Laima Leyton e integrantes da comunidade Etenhiritipa Xavante.

Na obra, os artistas exploram sons e ritmos para criar uma experiência relacionada à terra e às vozes que se conectam a ela. A produção também contou com a articulação do cacique Cipassé Xavante, da aldeia Wederã, em Canarana, no Mato Grosso.

Maior itinerância nacional desta edição

A passagem pela capital mineira é a maior itinerância nacional da 36ª Bienal de São Paulo, considerando a quantidade de participantes e obras reunidas.

Em 2026, a Bienal circula por 15 cidades, sendo três fora do Brasil. Antes de chegar a Belo Horizonte, parte da exposição passou por Belém, no Pará. Depois da temporada mineira, Vitória, no Espírito Santo, receberá outro recorte da mostra.

A parceria entre a Fundação Clóvis Salgado e a Fundação Bienal de São Paulo também completa 15 anos. O Palácio das Artes participa do programa de itinerâncias desde 2011 e recebe, agora, a oitava edição consecutiva da Bienal.

Exposição terá ações educativas e acessibilidade

Além das obras, o projeto inclui uma programação educativa no Palácio das Artes. As atividades serão realizadas na PQNA Galeria Pedro Moraleida, com propostas voltadas a diferentes públicos.

O programa de itinerâncias também prevê visitas mediadas, palestras, sessões de filmes, encontros com professores e outras ações de formação.

A exposição conta ainda com recursos de acessibilidade. Entre eles estão audioguia com audiodescrição, guia de visitação em linguagem simples, mapa tátil e descrição de imagens pelo aplicativo Bloomberg Connects.

Dependendo da atividade, o público também poderá encontrar materiais em fonte ampliada e Braille.

Serviço

Itinerância da 36ª Bienal de São Paulo no Palácio das Artes

  • Abertura: 2 de outubro, às 19h
  • Período: 3 de outubro a 6 de dezembro
  • Horários: terça a sábado, das 9h30 às 21h; domingos, das 17h às 21h
  • Local: Palácio das Artes – Av. Afonso Pena, 1537, Centro, Belo Horizonte
  • Classificação: livre
  • Entrada: gratuita
  • Informações: (31) 3236-7400