Ecovia de 92 quilômetros passa por antigas estruturas ferroviárias, comunidades, sítios arqueológicos e cachoeiras na Serra do Espinhaço
Com percurso inicial em Diamantina, a trilha dura, em média, três dias e atravessa unidades de conservação da Serra do Espinhaço, cordilheira brasileira tombada como Reserva da Biosfera pela Unesco.
A Trilha Verde da Maria Fumaça, localizada no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, oferece uma experiência turística que combina patrimônio cultural, paisagens naturais e contato com comunidades locais. Com percurso inicial em Diamantina, a trilha dura, em média, três dias e atravessa unidades de conservação da Serra do Espinhaço, cordilheira brasileira tombada como Reserva da Biosfera pela Unesco.
Situada no antigo ramal ferroviário que ligava Corinto a Diamantina, a ecovia possui 92 quilômetros e termina na cidade de Monjolos. No caminho, passa por Bandeirinha, Barão de Guaicuí, Mendes, Conselheiro Mata e Rodeador.
O turista pode realizar o percurso de forma autoguiada ou contratar um condutor turístico. O trajeto da trilha está disponível no site oficial da iniciativa.
A Trilha Verde da Maria Fumaça faz parte dos 157 quilômetros da antiga estrada de ferro que ligava Diamantina a Corinto. O ramal foi desativado em 1973, por falta de incentivos políticos e econômicos.
Em 2000, a ONG Caminhos da Serra realizou uma expedição para conhecer a obra ferroviária e identificou a necessidade de preservar e conservar o conjunto patrimonial, o meio ambiente e a cultura da região. A partir disso, foi proposta a criação de uma trilha ecoturística para caminhantes e ciclistas.
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Durante o percurso, o turista encontra estruturas de arquitetura inglesa, comunidades religiosas, serras, sítios arqueológicos, cavernas, estações ferroviárias, galerias de cantaria e cachoeiras, como a Cachoeira das Fadas, a Cachoeira do Telésforo e a Cachoeira do Tombadouro.
Além das paisagens naturais, o percurso permite o contato com a culinária típica mineira, com produções de queijo, vinho e cervejas artesanais oferecidas por restaurantes ao longo do caminho.
A cada 16 quilômetros, aproximadamente, é possível encontrar uma comunidade de pequeno ou grande porte. No site da Prefeitura de Diamantina, o visitante também pode consultar opções de hospedagem e restaurantes indicadas para o percurso.
É possível chegar às cidades do percurso de veículo ou por ônibus intermunicipal. De acordo com o site oficial da trilha, o período mais seco ocorre entre abril e setembro, enquanto o período úmido vai de outubro a março.
O uso de veículos motorizados é proibido na trilha. Como alguns trechos ficam em áreas remotas, é necessário considerar as condições do percurso e se preparar antes de realizar a atividade.