Segundo economista da Fundação Getulio Vargas, demanda contínua por locação ajuda a sustentar a alta nos preços
No acumulado em 12 meses, os aluguéis aumentaram 6,93% na capital mineira
Após alta de 0,30% em setembro, os aluguéis residenciais aumentaram 0,57% em outubro, segundo dados do Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). A alta acumulada pelo índice nos 12 meses terminados em outubro foi de 5,58%, ante 4,04% de avanço nos 12 meses encerrados em setembro.
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Entre as quatro capitais que fazem parte do índice da FGV, Belo Horizonte foi a que registrou maior alta: de 0,55% em setembro para 1,30% em outubro. Em São Paulo, o índice saiu de alta de 0,37% para 0,13% no período; no Rio de Janeiro, de 1,02% para 0,68%; e em Porto Alegre, de queda de 0,40% para alta de 0,88%.
No acumulado em 12 meses, os aluguéis subiram 6,93% em Belo Horizonte; 3,99% em São Paulo; 8,45% no Rio de Janeiro; e 4,42% em Porto Alegre.
Em nota oficial, o economista Matheus Dias, do Ibre/FGV, avalia que o avanço do IVAR reflete um cenário de mercado de trabalho e renda ainda sólidos, com demanda resiliente por aluguel, especialmente em áreas onde a oferta de imóveis é mais limitada. “Esse quadro”, acrescenta, “tende a sustentar pressões de preço no curto prazo, embora em intensidade inferior à observada no ciclo de 2022-2024”.
O IVAR surgiu com o objetivo de acompanhar, mês a mês, a variação real dos aluguéis residenciais no Brasil. O índice é calculado a partir de dados de contratos firmados entre locadores e inquilinos, intermediados por administradoras de imóveis. Diferentemente das medições anteriores da FGV, baseadas apenas em valores anunciados, o IVAR reflete os preços efetivamente praticados no mercado.