Levantamento foi feito pelo Procon Assembleia, que percorreu mais de cem estabelecimentos comerciais
Uma pesquisa realizada no último dia 15 pelo Procon da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em estabelecimentos de Belo Horizonte e da Grande BH, constatou aumento de 2,20% no preço médio do botijão de gás de 13 kg e de 0,33% no cilindro de 45 kg, em relação ao mês de dezembro de 2013. Considerando os dois produtos, o aumento geral foi de 0,70%. O levantamento foi feito em 97 revendedores e cinco distribuidoras de gás de cozinha.
Entre os estabelecimentos visitados, os preços variaram de R$ 55,00 a R$ 35,00 (57,14%), no botijão de 13 kg, e de R$ 235,00 a R$ 150,00 (56,67%), no cilindro de 45 kg. Em comparação com dezembro de 2013, a maior variação, no botijão, verificou-se na região Nordeste (7,15%), seguida da região Oeste (6,12%). Nas distribuidoras, o percentual de variação foi de 2,16%. A Pampulha foi a única região que apresentou percentual de queda no preço do botijão de 13 kg (-0,58%). Nas demais, os índices ficaram entre 0,29% e 1,54%.
Já o cilindro de 45 kg sofreu variação menos expressiva. Nas regiões em que houve aumento, os percentuais variaram entre 0,04% (Nordeste) e 0,88% (Centro-Sul) e 1,87% (Norte). Nas distribuidoras, o índice de aumento foi de 1,61%. Três regiões registraram variação com queda de preço: Noroeste (-1,10%), Leste (-1,12%) e Barreiro (-1,43%).
Consulte aqui a pesquisa completa sobre gás de cozinha.
Consumidor deve estar atento para questões de segurança
O Procon Assembleia alerta para alguns pontos que devem ser observados na hora de comprar gás de cozinha: todo botijão deve trazer lacre sobre a válvula, com a marca da empresa engarrafadora. No corpo do botijão, essa marca deve estar impressa, além de conter também o selo com informações importantes, conforme a Lei 20.601/2013, segundo a qual os botijões de gás de cozinha ? gás liquefeito de petróleo ( GLP) -, para serem comercializados no Estado, deverão apresentar, na parte externa, selo que contenha: I – nome, logomarca, CNPJ e endereço da empresa envasadora; II ? informações sobre a utilização e os riscos do produto; III ? data do envasamento.
O órgão de defesa do consumidor observa também que os botijões de gás só devem ser adquiridos de comerciantes que estejam em situação regular junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que fiscaliza esta atividade em todo o Brasil. Além de solicitar a identificação do entregador, o consumidor deve examinar o botijão, na presença do funcionário, para ver se está em boas condições (sem ferrugem ou partes amassadas).
O Procon também recomenda que o consumidor exija a nota fiscal, como garantia. Caso o revendedor se recuse a emitir a nota, o consumidor deve desconfiar, pois gás adulterado não tem documentação. A recusa em emitir a nota fiscal deve ser denunciada na Delegacia de Policia. O Código de Defesa do Consumidor não ampara compras feitas em revendedores ilegais.
Segundo o Procon, nunca se deve virar de cabeça para baixo, nem deitar, bater, rolar, deixar cair, ficar em cima ou danificar o botijão (ou cilindro). Na instalação, não se deve usar martelo ou qualquer outro tipo de ferramenta.
Também nunca se deve trocar o botijão portando cigarros acesos ou com chamas por perto. Se desconfiar de vazamento, o usuário deve fazer um teste simples: passar na válvula do botijão uma esponja molhada e ensaboada. Se houver indício de vazamento (exemplo: borbulhas), deve-se fechar o registro e procurar o fornecedor, que é obrigado a prestar assistência técnica.
Desconfie de locais em que os botijões encontram-se empilhados em calçadas, amarrados a postes de rua ou armazenados em locais sem sinalização adequada. Em casa, armazene o botijão em locais de ventilação natural e protegido da chuva, sol e umidade. Nunca deixe a mangueira condutora encostada ou passando por trás do fogão, pois o aquecimento da mangueira pode provocar incêndio. Consulte a pesquisa completa sobre gás de cozinha.