Capacitação 100% online ensina passo a passo a elaborar sugestões populares e influenciar a destinação dos recursos municipais na LOA e no PPAG
Campanha convida a população de BH a participar das discussões sobre o orçamento municipal, incluindo a mobilidade urbana
Moradores de Belo Horizonte contam com um curso gratuito em BH para aprender como participar da gestão dos recursos municipais. A Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) oferece o curso virtual “Orçamento Público e Mecanismos de Participação”, voltado à apresentação de propostas para a Lei do Orçamento Anual (LOA) de 2027 e para a revisão do Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) 2026-2029.
O período para o envio de sugestões populares ocorre entre 16 e 22 de outubro. As propostas são analisadas pela Comissão de Orçamento e Finanças Públicas da CMBH e podem ser incluídas nos projetos de lei.
Com 18 horas de duração e emissão de certificado, as aulas gravadas estão disponíveis no portal de educação a distância da CMBH. O treinamento é resultado da parceria entre a Diretoria do Legislativo (Dirleg), a Gerência da Escola do Legislativo (Geresc) e a Seção de Formação de Cidadania (Seccid).
O conteúdo conta com cinco módulos:
A chefe da Seção de Consultoria em Administração e Finanças Públicas (Seccaf), Evana Rezende, explicou que o público pode escolher a ordem das aulas e acompanhar apenas o conteúdo sobre LOA e PPAG, se preferir.
Por meio das propostas populares, qualquer cidadão pode sugerir a transferência de verbas entre áreas do município. A comissão avalia os textos, que podem se transformar em emendas para votação em Plenário ou indicações ao Executivo Municipal.
A comissão rejeita apenas apontamentos com dados insuficientes ou redação incompreensível. O curso gratuito em BH busca justamente orientar os moradores sobre o funcionamento do orçamento e a elaboração dessas propostas.
Antes da abertura do prazo para o envio das sugestões, foram marcadas duas reuniões:
O PPAG organiza o planejamento de médio prazo do município, com vigência de quatro anos, estendendo-se do segundo ano do mandato do prefeito ao primeiro ano da gestão seguinte. A Câmara Municipal pode revisar o plano anualmente para ajustar prioridades e previsões de arrecadação.
Já a LOA estabelece a previsão de arrecadação e as despesas públicas de cada exercício. O documento detalha os recursos destinados a cada ação da Prefeitura de Belo Horizonte.