Economia

Prefeitura pretende investir R$ 1,5 milhão para abrir 4 mil vagas na educação infantil

Escolas municipais serão adaptadas para receber, prioritariamente, crianças de 4 e 5 anos


Créditos da imagem: Breno Pataro/Divulgação PBH

Redação - SouBH

|
15/09/17 às 12:40 - Atualizado em 06/02/26 às 16:40
compartilhe

A prefeitura da capital estuda abrir novas vagas na rede ensino pública de educação infantil em 2018. Para isso, a ideia da Secretaria Municipal de Educação (SMED) é avaliar o fluxo de
alunos em algumas escolas municipais da cidade, aproveitar salas ociosas e
redistribuir novas turmas para garantir até quatro mil novas vagas no ano que
vem. 

O projeto ainda está sendo finalizado e discutido com os profissionais da Rede
e comunidades escolares, mas uma primeira proposta aponta que algumas escolas
poderiam ser adaptadas para receber turmas de Educação Infantil, sobretudo em
regionais da cidade que concentram o maior déficit de vagas. É o caso, por
exemplo, de Venda Nova, regional na qual apenas 31,9% de crianças de 0 a 3 anos
são atendidas atualmente e onde se estuda abrir turmas em sete escolas.

Atualmente, a Secretaria recebe alunos da Educação Infantil em 131 Unidades
Municipais de Educação Infantil (Umeis), em 13 Escolas Municipais de Educação
Infantil (Emeis) e 13 escolas de ensino fundamental que contam com turmas de
Educação Infantil. 

Outra proposta da Secretaria é converter três escolas localizadas em pontos de
demanda e vulnerabilidade extremas em escolas de Educação Infantil. A ideia é que uma escola absorva a demanda da outra e, dessa
forma, um dos prédios ficaria disponível para a criação de uma escola de
Educação Infantil. A comunidade já foi informada da proposta e está em
articulação com a Secretaria e com a Diretoria Regional de Ensino Oeste para
apontar algumas particularidades dessa mudança, assim como discutir a maneira
ideal de fazê-la.

“Sabemos que algumas mudanças geram expectativas, mesmo nos casos de escolas
vizinhas, muro com muro. Os professores, pais, alunos e funcionários estão
habituados com aquele espaço escolar, pois construíram ali uma história, mas é
fato que precisamos pensar nas milhares de crianças que estão excluídas do
processo educacional e desenhar estratégias para ampará-las na Rede Municipal o
mais rapidamente possível”, explica
a subsecretária de Articulação da Política Pedagógica, Edna Borges.

Adaptação
do espaço


De acordo com o projeto da Secretaria, a ideia é abrir, prioritariamente,
nesses novos prédios turmas da pré-escola, de alunos de 4 e 5 anos. Atualmente,
todas as crianças dessa idade que buscam vagas na Rede Municipal são atendidas,
mas estudos mostram que ainda há crianças dessa faixa etária fora da escola. O
intuito da Secretaria é promover uma busca ativa por esse público e recebê-lo
nas escolas municipais. Além disso, com essa readequação, seria possível também
oferecer a pré-escola nesses prédios e assim desocupar salas para alunos mais
novos nas Umeis, que são melhor adaptadas para atendimento de crianças na
creche.

De qualquer forma, os prédios que passam a receber alunos da Educação Infantil
terão sua estrutura física adaptada para receber as crianças. Entre as
adaptações estão a reforma de banheiros, refeitórios e, principalmente, da área
de lazer, que terá brinquedos adequados para a faixa etária. “Serão investidos
R$ 1,5 milhão em obras de adequação desses prédios, que estão previstas para
terem início ainda em outubro”, afirma a gerente de Logística, Jussara Fátima
Liberal. Comparando, o custo total de construção de uma única Umei gira em
torno de R$ 5 milhões e a obra exige, em média, quatro anos para ser concluída.

Da Prefeitura de Belo Horizonte