Gastronomia

O metro quadrado mais botequeiro de BH

Conheça os bares do edifício mais boêmio da cidade: o Maletta


Créditos da imagem: Imagem de internet
Edifício Maletta

Redação - SouBH

|
21/01/15 às 19:40 - Atualizado em 06/02/26 às 16:51
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Por Débora
Gomes, jornalistaSou BH

Que
Belo Horizonte é conhecida como a capital mundial dos botecos, todo mundo sabe.
Mas o que muita gente desconhece, é que o Edifício Maletta (Rua da Bahia, 1148 –
Centro), localizado no centro da capital, é o metro quadrado da cidade com mais
bares, que se dividem entre o primeiro e o segundo andar.

A
reportagem do Sou BH percorreu os estabelecimentos do prédio para descobrir
porque o local se transformou em ponto de encontro de várias tribos. Confira:

Cantina do Lucas

Com
mais de 50 anos de história, a Cantina do Lucas é o primeiro bar que se vê ao
entrar no Maletta pela avenida Augusto de Lima. Referência na gastronomia
belo-horizontina, o bar foi tombado em 1997, configurando-se como Patrimônio
Histórico e Cultural de BH. Concentração de intelectuais e artistas, a cantina encanta
pela tradição, pela carta de vinhos e pelo sabor dos pratos que, segundo seus
funcionários, “são preparados com muito carinho”.

Restaurante Xok Xok

O
cheiro de torresmo não deixa mentir: o Xok Xok conquista seus clientes pelo
tira-gosto, além do “precinho camarada”. Localizado no primeiro andar, o bar de
Setembrino Pereira ocupa uma sala fixa do Maletta há 29 anos, recebendo um
público variado desde então. “Não tem confusão, não tem briga”, conta Leonardo
Alves que, há 18 anos trabalha no local.

Clara de Minas Bar e
Restaurante (antigo Lua Nova)

O
ponto bom e o movimento do fim de semana fazem o sucesso do bar de Reginaldo Torquato.
Há 1 ano e 3 meses à frente do restaurante, o proprietário não tem dúvida: o
que conquista os clientes é a feijoada, no horário de almoço, e os tira-gostos,
à noite. O público jovem movimenta o local, que abre de manhã e não tem hora
pra fechar, principalmente às sextas e sábados.

Bar e Restaurante do
Louro

Este
estabelecimento só abre às sextas e sábados, dias em que a reportagem do Sou BH
não esteve no local.

Recanto dos Anjos

Escondidinho
em um corredor do primeiro andar (ao lado da rampa de acesso ao segundo piso),
o bar de Iranildes Tavares e Ana Maria é a sensação da feijoada e do tropeiro.
Aberto das 7h30 até às 21h30, o local é ideal para quem procura uma comida com
sabor bem mineiro.

Galeria de Arte e bar
Piolho Nababo

Nos
fundos do Maletta, lá no segundo andar, a arte se junta às bebidas, em um
ambiente diversificado, que respira cultura. O espaço do artista Desali é
aberto a exposições, priorizando aqueles que desejam mostrar seus trabalhos de
forma independente. “Abrimos principalmente para novos artistas ou estudantes”,
explica o proprietário. Experimentando o conceito galeria e bar, o espaço reúne
jovens de diversas tribos.

Saideira

Mais
privilegiado do segundo andar (é o único com acesso ao saguão e à varanda), o
Saideira chega com a proposta de buteco, com cerveja 600 ml, porções e um telão
que transmite partidas de futebol. Recebendo um público diversificado, de 18 a
45 anos, o bar é um dos mais novinhos: foi aberto há dois meses. Mas já tem
clientes fiéis que garantem que o atendimento é o diferencial e a marca do
local.

Bar e Restaurante Lua
Nova

Das
escadas de acesso ao segundo andar, já dá para sentir o cheiro dos tira-gostos
do bar do “seu” Juventino. Fundado em 1961, o Bar e Restaurante Lua Nova ocupa
parte do saguão com suas mesas e cadeiras amarelas, atraindo principalmente
universitários, que não dispensam uma boa cerveja gelada. Também conhecido
carinhosamente por Leôncio – por sua semelhança com o personagem do desenho
animado – Juventino está à frente do bar há 21 anos, tempo suficiente para
conquistar sua clientela fiel.

Nine Lounge Bar

Em
março de 2013, o Maletta ganhou mais um bar. Comandado pelas amigas Silvana
Peixoto e Bárbara de Brito, o Nine é uma boa oportunidade para degustar um
delicioso pastel mexicano ou um filé ao molho de vinho com batata rústica. Localizado
no saguão, longe da famosa varanda, o bar oferece também opções vegetarianas, além
de seu cardápio sempre mudar, de acordo com o clima e as estações. “Desde que
abrimos, não repetimos nenhum prato”, garantiram as sócias. Tudo é feito por
elas: desde a decoração até as receitas e drinques.

Olympio

Homenageando
o garçom Olympio, que trabalhou na Cantina do Lucas desde sua abertura, o bar
chega com uma proposta nova ao edifício: servir somente comida vegana. Com toda
decoração feita de materiais recicláveis, o Olympio surgiu da vontade de um
grupo de amigos, que formaram uma cooperativa e levantaram as portas. Vale
ressaltar que o estabelecimento não cobra pela água: ela é gratuita para os
clientes.

Ale Café

Costelinha
com mandioca e pastel de angu: esses são os mais pedidos do Ale Café, aberto há
seis meses. Dono de uma editora (que também funciona no Maletta), o
proprietário Eduardo Avelar confessa surpresa com o sucesso do empreendimento.
“Achei que podia dar certo, mas não tanto”. Também na varanda, o bar atrai
clientes de todos os tipos e, segundo Avelar, “quem senta não quer sair mais”.

Biografias

Segundo
estabelecimento aberto na varanda, o Biografias é uma ótima opção para os que
querem um “dedinho de prosa” e um bom café. Há quatro anos no local (ele fica
na esquina, quase em frente ao Centro de Cultura Belo Horizonte), a proposta
inicial do bar era ser um espaço interessante, mas não muito cheio, com música
ambiente possibilitando o diálogo entre os clientes. Segundo Leonardo Cançado,
um dos sócios do Biografias, seu público é bem diversificado, mas ele garante:
“as pessoas vem para comer e para tomar café”.

Objetoria

Formado
em design de produto, Thiago Guimarães sempre quis um espaço que pudesse encher
de diversos objetos. Nessa linha, criou, em sociedade com a irmã, o Objetoria,
um charmoso bar que atrai olhares por sua decoração e pela música. Há dois
meses na varanda, o estabelecimento nasceu em outubro, também no Maletta (onde
hoje funciona o Piolho Nababo). “O público na varanda é maior e a vista é muito
bonita”, justificou Thiago. O bar é indicado para os que querem estar sempre no
meio da arte e do design.

DUB

Tendo
os coquetéis como carro chefe, o DUB surgiu em junho de 2012, apostando no
Maletta como uma nova possibilidade de negócio, que, segundo o gerente Miguel
Paes, vem dando muito certo. O bar teve seu cardápio renovado em fevereiro
deste ano para deixar os clientes ainda mais satisfeitos. Mas se ainda assim
nada agradar, não se preocupe: a casa cria drinques na hora, de acordo com o
gosto e o perfil de cada cliente. “Todo mundo gosta de se sentir especial. E é
isso que a gente tenta fazer aqui”, declarou Miguel.

Arcangelo

Mais
velhinho da varanda, o Arcangelo Caffe vem, há mais de quatro anos, conquistando
pelo seu charme e atendimento. Antes atelier, o café surgiu como uma ideia do
argentino Santiago Calonga. “No início ele servia café para os amigos”, conta a
irmã e sócia Bárbara Calonga. O cafezinho deu tão certo que, após dois anos de
funcionamento, o Arcangelo expandiu, ocupando duas salas do Maletta. A essência
do lugar? Ser um espaço aberto para as artes e uma boa opção para reunir e
receber amigos.

Faça
um roteiro, conheça todos os bares e escolha o seu favorito! Lembrando que o
portão de acesso a alguns bares do segundo andar fecha para entrada às 0h.