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Peixe Boi, tradicional restaurante de BH, fecha as portas

Estabelecimento funcionou por 15 anos na capital, mas não resistiu a crise causada pela pandemia



Créditos da imagem: Google Street View
Main peixe boi
Os responsáveis pelo estabelecimento criticaram o poder público na condução da crise sanitária e lamentaram a falta de apoio ao setor de bares e restaurantes
Redação Sou BH
29/03 às 14:22
Atualizado em 29/03 às 14:28

Após 15 anos de funcionamento em Belo Horizonte, o restaurante Peixe Boi, localizado no bairro Funcionários, região Centro-Sul, anunciou pelas redes sociais que irá encerrar, em breve, as atividades. 

O motivo, de acordo com a publicação, foi a crise financeira impulsionada pela pandemia do novo coronavírus. "Tomamos várias atitudes e tentamos nos reinventar de algumas formas, mas infelizmente insuficientes”, traz um trecho do comunicado.

Os responsáveis pelo estabelecimento criticaram o poder público na condução da crise sanitária e lamentaram a falta de apoio ao setor de bares e restaurantes. 

"Nosso setor pede socorro! Desde o começo da pandemia o governo não tomou nenhuma atitude satisfatória, no qual faça com que o empreendedor continue acreditando, assegurando a manter suas finanças em dia e cumprindo seus compromissos com seus colaboradores", criticam.

O estabelecimento seguirá funcionando pelas próximas semanas em sistema de delivery. 

Crise também contribuiu para o fechamento de outros restaurantes da capital

Um dos restaurantes mais tradicionais de comida mineira da região do Barreiro, em Belo Horizonte, o Celeiro de Minas encerrou as atividades no dia 15 de março. 

O Vecchio Sogno, fundado há 25 anos pelo chef Ivo Faria, anunciou no dia 19 de janeiro o fechamento de suas portas. Por meio de comunicado, o estabelecimento afirmou que a “instabilidade econômica” foi o fator que gerou o fim.

Em agosto do ano passado, a Cafeteria Benzadeus, que funcionou durante 12 anos, anunciou o encerramento das atividades. Pela rede social, a gerência alegou dificuldades econômicas em decorrência da pandemia.

Em julho dois estabelecimentos fecharam as portas: Dona Tomoko, no Sion, e Alma Chef, em Lourdes. No início de junho, A Favorita, outro tradicional restaurante do Bairro de Lourdes, também saiu definitivamente de cena.

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