Petisco popular nas mesas de bar nasceu do aproveitamento do porco nas fazendas e hoje faz parte da identidade culinária mineira
Tradicional torresmo, servido com limão, é estrela da gastronomia e cultura de boteco em Belo Horizonte.
O torresmo se tornou um dos petiscos mais presentes nos bares de BH. Antes de aparecer em festivais gastronômicos e cardápios variados, a pele de porco frita já era comum nas cozinhas das fazendas mineiras. O costume atravessou gerações e chegou aos botecos da capital, onde passou a acompanhar cerveja e cachaça.
A origem do prato está ligada ao aproveitamento do porco na culinária rural. Nas fazendas, a gordura era usada para produzir banha, utilizada no preparo de alimentos. A pele, que poderia ser descartada, passou a ser frita e transformada em um alimento crocante e de preparo simples.
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Com o crescimento da cidade, o hábito de preparar torresmo se espalhou pelos bares. O petisco ganhou espaço nos balcões e passou a ser servido em porções para compartilhar.
A combinação entre torresmo e bebida ajudou a consolidar o prato como parte da cultura de boteco em Belo Horizonte. Com o tempo, a presença do petisco nos cardápios se tornou comum em diferentes regiões da cidade..
Ao longo dos anos, o torresmo passou a aparecer em formatos variados. Cada preparo trouxe características próprias e ampliou as opções oferecidas nos bares.
Entre as versões mais conhecidas estão:
Nos últimos anos, festivais gastronômicos dedicados ao torresmo começaram a surgir em várias cidades do país. O petisco passou a ganhar versões diferentes e apresentações variadas.
Mesmo com novas interpretações, o preparo tradicional segue presente no cotidiano de Belo Horizonte. Em muitos bares da cidade, o torresmo continua sendo servido em porções simples, associado a encontros e conversas nos balcões.