Gastronomia

Torresmo: a história por trás do petisco que virou paixão mineira

Petisco popular nas mesas de bar nasceu do aproveitamento do porco nas fazendas e hoje faz parte da identidade culinária mineira


Créditos da imagem: Reprodução / Freepik
Torresmo frito crocante em prato com fatias de limão e limões frescos no fundo. Tradicional torresmo, servido com limão, é estrela da gastronomia e cultura de boteco em Belo Horizonte.

Ana Clara Parreiras

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05/03/26 às 20:14 - Atualizado em 06/03/26 às 10:29
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O torresmo se tornou um dos petiscos mais presentes nos bares de BH. Antes de aparecer em festivais gastronômicos e cardápios variados, a pele de porco frita já era comum nas cozinhas das fazendas mineiras. O costume atravessou gerações e chegou aos botecos da capital, onde passou a acompanhar cerveja e cachaça.

A origem do prato está ligada ao aproveitamento do porco na culinária rural. Nas fazendas, a gordura era usada para produzir banha, utilizada no preparo de alimentos. A pele, que poderia ser descartada, passou a ser frita e transformada em um alimento crocante e de preparo simples.


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Da cozinha rural para os bares

Com o crescimento da cidade, o hábito de preparar torresmo se espalhou pelos bares. O petisco ganhou espaço nos balcões e passou a ser servido em porções para compartilhar.

A combinação entre torresmo e bebida ajudou a consolidar o prato como parte da cultura de boteco em Belo Horizonte. Com o tempo, a presença do petisco nos cardápios se tornou comum em diferentes regiões da cidade..

As versões que ganharam espaço

Ao longo dos anos, o torresmo passou a aparecer em formatos variados. Cada preparo trouxe características próprias e ampliou as opções oferecidas nos bares.

Entre as versões mais conhecidas estão:

  • Torresmo de barriga, preparado com carne e pele
  • Torresmo de rolo, feito com a barriga do porco enrolada
  • Pururuca, feita apenas com a pele frita até estufar

Presença em festivais e eventos

Nos últimos anos, festivais gastronômicos dedicados ao torresmo começaram a surgir em várias cidades do país. O petisco passou a ganhar versões diferentes e apresentações variadas.

Mesmo com novas interpretações, o preparo tradicional segue presente no cotidiano de Belo Horizonte. Em muitos bares da cidade, o torresmo continua sendo servido em porções simples, associado a encontros e conversas nos balcões.