Além da recuperação da estrutura, o templo voltou a abrigar imagens sacras restauradas, incluindo uma escultura atribuída a Aleijadinho
Igreja de 1721 reabre em Ouro Preto após mais de três anos de obras
A Igreja Matriz de São Bartolomeu, em Ouro Preto, voltou a receber fiéis e visitantes nesta quarta-feira (8), após mais de três anos de restauração.
Construído em 1721, o templo passou por uma ampla recuperação para resolver problemas estruturais, preservar o patrimônio histórico e recuperar obras de arte do acervo religioso. Ao todo, o investimento nas intervenções chegou a cerca de R$ 7,6 milhões.
A igreja acumulava sinais de desgaste provocados pela ação do tempo e pela falta de conservação. Por esse motivo, infiltrações, danos na cobertura, falhas na rede elétrica e problemas estruturais ameaçavam tanto o edifício quanto as peças históricas preservadas no interior do templo.
Inicialmente, as equipes concentraram os trabalhos na recuperação da cobertura e no reforço da estrutura, a fim de impedir o avanço dos danos. Depois disso, a restauração seguiu para outras áreas da igreja, permitindo que as intervenções avançassem de forma segura.
A recuperação foi dividida em diferentes fases. Entre as principais ações, estão:
Em seguida, o Ministério Público de Minas Gerais coordenou o projeto em parceria com órgãos de proteção ao patrimônio cultural. Já o Instituto Joaquim Artes e Ofícios executou as obras.
Além disso, os recursos utilizados vieram de medidas compensatórias, ações de combate à lavagem de dinheiro e valores recuperados em processos relacionados à sonegação de impostos.
Com a conclusão das obras, a igreja também voltou a receber 11 imagens sacras restauradas pela Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop).
Entre elas, está uma escultura de Nossa Senhora do Carmo atribuída a Aleijadinho. Além da peça, outras imagens produzidas no século XVIII retornaram ao templo, fortalecendo o acervo histórico disponível para moradores e visitantes.